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Psiquiatria · FGV · 2022

Questão comentada de Psiquiatria

Segundo as diretrizes de tratamento de um episódio depressivo na vigência do Transtorno Bipolar pode-se afirmar que

Gabarito: A

No transtorno bipolar, tratar depressão não é simplesmente "dar antidepressivo e torcer". O risco de virar o humor para mania/hipomania, além de piorar ciclagem, faz com que o tratamento siga diretrizes bem específicas, com uso de estabilizadores do humor e alguns antipsicóticos atípicos com evidência para fase depressiva. Na depressão bipolar, a quetiapina aparece entre as opções mais fortes porque tem eficácia tanto no episódio agudo quanto na prevenção de novos episódios, ou seja, ajuda na crise e também na manutenção. Isso é exatamente o que a banca quis cobrar: ela tem lugar consolidado nas diretrizes para os dois momentos do tratamento. Já o lítio é muito importante na manutenção e na prevenção de recaídas, mas não costuma ser a estrela isolada da fase aguda depressiva. A carbamazepina, por sua vez, não é droga de escolha para depressão bipolar aguda. E a eletroconvulsoterapia não é "só para mania": ela também pode ser muito eficaz na depressão bipolar grave, especialmente quando há risco suicida, catatonia ou necessidade de resposta rápida. A lurasidona, por fim, tem melhor evidência para depressão bipolar do que para mania/hipomania. Então, quando a questão inverte isso, ela está justamente tentando pegar quem confunde o perfil de cada fármaco. Resumo de prova: para depressão bipolar, pense em quetiapina, lurasidona, lítio e outros estabilizadores conforme o caso, sempre com atenção ao risco de virada maníaca.

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