O conceito de Funcionamento Adaptativo no Transtorno do Desenvolvimento Intelectual envolve o raciocínio adaptativo em três domínios. Assinale a opção que indica esses domínios.
- A)Conceitual, social e prático.
Correta: os três domínios do funcionamento adaptativo são conceitual, social e prático.
- B)Capacidade intelectual, social e motivacional
Errada: capacidade intelectual e motivacional não substituem os domínios clássicos do funcionamento adaptativo.
- C)Conceitual, capacidade intelectual e experiência cultural
Errada: capacidade intelectual e experiência cultural não compõem a tríade diagnóstica do funcionamento adaptativo.
- D)Capacidades mentais genéricas, social e educacional.
Errada: a formulação mistura termos amplos e não corresponde à classificação reconhecida em psicopatologia.
- E)Motivacional, educacional e social.
Errada: motivacional e educacional não são os domínios do funcionamento adaptativo; falta a organização correta do constructo.
Gabarito: A
No Transtorno do Desenvolvimento Intelectual, o ponto central não é só o QI: o diagnóstico também leva muito em conta o funcionamento adaptativo, isto é, como a pessoa lida com as exigências da vida real. Em outras palavras, interessa saber se ela consegue se virar no dia a dia, se comunicar, resolver problemas, cuidar de si e interagir socialmente. É o famoso “como funciona na prática”, que vale tanto quanto a teoria da prova. Esse funcionamento adaptativo é organizado em três domínios: conceitual, social e prático. O domínio conceitual envolve habilidades acadêmicas e cognitivas, como linguagem, leitura, escrita, noção de tempo e dinheiro. O social diz respeito a relações interpessoais, julgamento social e compreensão de regras sociais. O prático envolve autonomia e habilidades da vida diária, como higiene, organização, trabalho e segurança. Por isso a alternativa A está correta: ela traz exatamente os três domínios reconhecidos pelos manuais diagnósticos atuais, como o DSM-5-TR e também a CID-11 na abordagem do funcionamento adaptativo. A lógica é bem clínica: não basta medir inteligência de forma isolada, é preciso ver o impacto funcional em casa, na escola, no trabalho e nas relações. As demais opções misturam conceitos que não fazem parte dessa tríade. A banca costuma cobrar essa diferença porque é fácil cair na armadilha de trocar “funcionamento adaptativo” por “capacidade intelectual” ou por aspectos emocionais e educacionais genéricos. Aqui, a chave é lembrar: conceitual, social e prático.