A eletroconvulsoterapia (ECT) envolve riscos maiores para os pacientes que apresentam:
- A)hipopituitarismo;
Errada, porque hipopituitarismo não é uma contraindicação clássica da ECT nem um fator de risco maior diretamente associado ao procedimento.
- B)gravidez;
Errada, porque a gravidez não impede a ECT e, em casos selecionados, o método pode ser usado com cuidados obstétricos e anestésicos.
- C)epilepsia;
Errada, porque epilepsia não é motivo para evitar ECT de forma automática; o paciente pode ser avaliado e tratado com monitorização adequada.
- D)síndrome neuroléptica maligna;
Errada, porque a síndrome neuroléptica maligna pode inclusive ser um contexto em que a ECT seja considerada, especialmente quando há gravidade clínica.
- E)descolamento de retina recente.
Certa, porque um descolamento de retina recente representa risco ocular aumentado, já que a ECT pode elevar a pressão intraocular e agravar a lesão.
Gabarito: E
A eletroconvulsoterapia (ECT) é um procedimento seguro quando bem indicado e com avaliação clínica prévia, mas não é “sem sustos”: como qualquer intervenção que aumenta pressão intraocular, pressão intracraniana ou risco de sangramento, exige atenção especial em algumas doenças oculares e neurológicas. Na prova, a ideia é lembrar que o risco maior não é para qualquer paciente “frágil”, e sim para quem pode ter complicações mecânicas importantes com a crise convulsiva induzida e a manobra anestésica. O ponto clássico aqui é a doença ocular recente e instável. Um descolamento de retina recente preocupa porque a descarga convulsiva pode elevar a pressão intraocular e a movimentação corporal pode piorar uma lesão ocular ainda não estabilizada. Em prova, isso aparece como contraindicação ou situação de maior risco, exigindo avaliação oftalmológica antes de pensar em ECT. Já gravidez, epilepsia e até certas condições clínicas não são, por si só, motivos absolutos para afastar a ECT. Na verdade, a ECT pode ser usada na gestação e em pacientes com epilepsia com cautela e monitorização, especialmente quando o quadro psiquiátrico é grave e a alternativa medicamentosa traz mais risco. Em resumo: a banca quer que você diferencie contraindicação real de “nome assustador”. Aqui, o gabarito é a alternativa com lesão ocular recente, porque ela realmente aumenta o risco do procedimento e pode sofrer piora com a ECT.