A Clonidina é frequentemente útil no tratamento dos transtornos listados a seguir, à exceção de um. Assinale-o.
- A)Psicose.
Errada, porque psicose é tratada principalmente com antipsicóticos, e a clonidina não é medicação usual para esse quadro.
- B)Impulsividade e Agressão.
Certa como indicação frequente, pois a clonidina pode ajudar na impulsividade e na agressividade por reduzir hiperexcitabilidade e reatividade.
- C)Transtorno do Estresse Pós-Traumático.
Certa como indicação possível, especialmente para hiperalerta, irritabilidade e alteração do sono no TEPT.
- D)Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade.
Certa, já que a clonidina é usada como adjuvante no TDAH, sobretudo quando há hiperatividade e impulsividade.
- E)Transtorno de Tourette.
Certa, porque a clonidina é clássica como opção útil para tiques na síndrome de Tourette.
Gabarito: A
A clonidina é um agonista alfa-2 adrenérgico que reduz a descarga simpática e, por isso, pode ajudar em quadros em que há hiperexcitação, impulsividade, irritabilidade e dificuldade de controle motor ou comportamental. Na prática, ela aparece com frequência como adjuvante no TDAH, na síndrome de Tourette, em sintomas de agressividade/impulsividade e até em alguns casos de TEPT, especialmente quando há hiperalerta e insônia. Pense nela como um remédio que “abaixa o volume” do sistema nervoso. Por isso, ela combina mais com quadros de desregulação comportamental e autonômica do que com transtornos psicóticos. Psicose envolve delírios, alucinações e desorganização do pensamento, e o tratamento base é com antipsicóticos, não com clonidina. Então o gabarito é a alternativa A, porque psicose não é indicação frequente de clonidina. As demais opções entram justamente na lista clássica de situações em que a medicação pode ser útil, ainda que muitas vezes como tratamento complementar e não como primeira escolha isolada. Em prova, a banca costuma cobrar esse raciocínio de “perfil clínico” da droga, mais do que decorar bula inteira.