Assinale a opção que indica o melhor preditor de comportamento violento e perigoso.
- A)Numerosas tatuagens.
Errada, porque tatuagens não são marcador confiável de violência e servem mais como estereótipo do que como preditor clínico.
- B)História prévia de comportamento violento ou perigoso.
Certa, pois o antecedente de violência ou perigo é o melhor preditor de reincidência violenta na avaliação psiquiátrica.
- C)Uso de palavras de baixo calão.
Errada, porque usar palavras de baixo calão pode refletir irritação ou impulsividade, mas não é um preditor sólido de violência.
- D)História de tentativas de suicídio.
Errada, pois tentativas de suicídio indicam risco autolesivo, não são o melhor marcador de violência contra terceiros.
- E)História de abuso de cocaína.
Errada, porque abuso de cocaína aumenta risco de agitação e agressividade, mas ainda fica atrás da história prévia de violência como preditor.
Gabarito: B
Quando o assunto é risco de violência, a pergunta de ouro na psiquiatria é: o que já aconteceu antes? Em geral, o melhor preditor de comportamento violento e perigoso é a história prévia de violência, porque o passado costuma ser o melhor “aviso” do que pode se repetir no futuro. Isso vale muito na avaliação clínica de risco, em que você pesa antecedentes, contexto atual, uso de substâncias, impulsividade e sinais de desorganização. Na prática, quem já teve episódio violento, ameaças graves, agressões ou comportamento perigosamente impulsivo merece atenção redobrada. É o tipo de dado que fala mais alto do que impressões soltas, estilo de roupa, tatuagens ou linguagem mais agressiva. Psiquiatria gosta de olhar para o histórico, não para estereótipos. Por isso, o gabarito é a letra B. A literatura em avaliação de risco e a doutrina clínica apontam que violência prévia é um dos fatores mais fortes para prever nova violência. Não é uma regra absoluta, claro, mas é o indicador mais robusto entre as opções dadas. Os outros itens até podem aparecer associados a maior vulnerabilidade em alguns contextos, como abuso de cocaína, que aumenta impulsividade e agressividade, mas eles não superam o valor preditivo do comportamento violento anterior. Em prova, sempre desconfie de alternativas que tentam trocar um dado objetivo de histórico por sinais mais “visuais” ou moralistas.