Paciente com história compatível com o diagnóstico de esquizofrenia é internado em unidade psiquiátrica apresentando mutismo, negativismo, rigidez muscular, ecolalia, ecopraxia e manutenção de posturas bizarras. Supondo-se que todos os medicamentos abaixo estejam disponíveis, o mais indicado para ele neste primeiro momento seria:
- A)haloperidol intramuscular;
Haloperidol IM não é a melhor escolha inicial na catatonia, pois antipsicóticos podem piorar a rigidez e aumentar risco de complicações.
- B)lorazepam intramuscular;
Lorazepam IM é a conduta inicial mais indicada na catatonia, com resposta frequentemente rápida e valor até como teste terapêutico.
- C)diazepam intramuscular;
Diazepam IM até pode ser benzodiazepínico, mas o lorazepam é o mais usado e preferido na abordagem aguda da catatonia.
- D)prometazina intramuscular;
Prometazina IM não trata catatonia e não resolve o núcleo do problema; é mais lembrada por uso anti-histamínico/sedativo em outros contextos.
- E)risperidona intramuscular.
Risperidona IM não é a primeira medida na catatonia aguda, pois o foco inicial não é antipsicótico, e sim benzodiazepínico.
Gabarito: B
O quadro descrito é de catatonia: a pessoa fica “travada”, com mutismo, negativismo, rigidez, ecolalia, ecopraxia e manutenção de posturas bizarras. Em psiquiatria, isso acende um alerta de urgência porque o paciente pode ficar sem se alimentar, sem se hidratar e até evoluir com complicações clínicas. A primeira medida costuma ser rápida e prática, quase um teste terapêutico: benzodiazepínico, especialmente lorazepam. Por isso, entre as opções, o melhor medicamento neste primeiro momento é o lorazepam intramuscular. Ele é clássico no manejo inicial da catatonia e pode produzir resposta rápida, o que ajuda tanto no tratamento quanto na confirmação clínica do quadro. Se não houver resposta ou se o quadro for grave, outras medidas podem ser necessárias depois, como eletroconvulsoterapia, que é um tratamento muito eficaz para catatonia resistente. Vale lembrar que antipsicóticos não são a primeira escolha na catatonia aguda, porque podem piorar rigidez e, em alguns casos, agravar a evolução para síndrome neuroléptica maligna. Então, neste cenário, a lógica da prova é: não correr para bloquear dopamina de cara, e sim “destravar” o paciente com benzodiazepínico. Em resumo: o quadro é catatônico e o passo inicial mais indicado é lorazepam IM. É a resposta que costuma aparecer quando a banca quer testar se você reconhece catatonia e sabe que o tratamento de primeira linha é benzodiazepínico, com forte tradição em psiquiatria e conforme diretrizes clínicas usuais.