Homem de 50 anos com esquizofrenia desenvolveu um macroadenoma hipofisário. Dentre os antipsicóticos atípicos abaixo, aquele que estaria menos indicado para o seu tratamento é:
- A)olanzapina;
Olanzapina é relativamente pouco associada à hiperprolactinemia, então não é a pior escolha nesse contexto.
- B)ziprasidona;
Ziprasidona também tem baixo impacto sobre prolactina e é uma opção mais adequada que fármacos prolactinêmicos.
- C)clozapina;
Clozapina geralmente não eleva prolactina de forma relevante, apesar de ter outros efeitos adversos importantes.
- D)aripiprazol;
Aripiprazol é uma das melhores opções quando se quer evitar aumento de prolactina, porque tende a reduzi-la.
- E)amissulprida.
Amissulprida é a mais prolactinêmica do grupo, por forte bloqueio dopaminérgico D2, sendo a menos indicada em macroadenoma hipofisário.
Gabarito: E
Quando o paciente com esquizofrenia já tem um macroadenoma hipofisário, a ideia é fugir dos antipsicóticos que aumentam mais a prolactina, porque isso pode piorar o quadro hipofisário e bagunçar ainda mais o eixo hormonal. Na prática, você prefere drogas com menor impacto sobre prolactina, como aripiprazol, ziprasidona, olanzapina e, em geral, a clozapina também não costuma elevar muito esse hormônio. O ponto-chave da questão é lembrar que a amissulprida bloqueia fortemente receptores D2, inclusive na via tuberoinfundibular, o que aumenta bastante a prolactina. Em alguém com macroadenoma hipofisário, esse é exatamente o tipo de efeito que você quer evitar. Por isso ela é a menos indicada entre as opções. Já o aripiprazol costuma ser o queridinho da prolactina, porque age como agonista parcial D2 e tende a reduzir ou neutralizar esse aumento. A ziprasidona e a olanzapina também são escolhas mais tranquilas nesse cenário. A clozapina, apesar de ser reservada para casos específicos por outros motivos, não é famosa por hiperprolactinemia importante. Em resumo: com lesão hipofisária, pense em prolactina. Quanto mais o antipsicótico aumenta prolactina, mais ele entra na zona de perigo. Aqui, a amissulprida leva a pior com folga.