Paciente tabagista deseja ajuda farmacológica para parar de fumar. Supondo-se que ele apresenta alguma das comorbidades clínicas abaixo, aquela que constitui uma contraindicação para o uso da bupropiona é:
- A)diabetes;
Errada: diabetes não é contraindicação para bupropiona; a medicação pode inclusive ser usada em tabagistas com essa comorbidade, com acompanhamento clínico.
- B)hipertensão;
Errada: hipertensão não contraindica o uso, embora seja prudente monitorar pressão arterial em alguns pacientes.
- C)insuficiência cardíaca;
Errada: insuficiência cardíaca não é contraindicação clássica da bupropiona para cessação do tabagismo.
- D)esclerose múltipla;
Errada: esclerose múltipla não é contraindicação habitual para bupropiona.
- E)histórico de traumatismo craniano.
Certa: histórico de traumatismo craniano aumenta o risco de convulsões, e a bupropiona reduz o limiar convulsivo.
Gabarito: E
A bupropiona é uma das medicações usadas para cessação do tabagismo porque ajuda a reduzir fissura e sintomas de abstinência. Ela costuma ser uma boa opção quando o paciente quer parar de fumar e também pode ter benefício em quem tem sintomas depressivos, mas ela exige cuidado com situações que aumentam risco de convulsão. O ponto-chave da questão é esse: a bupropiona diminui o limiar convulsivo. Por isso, fica contraindicada em pacientes com fatores que aumentam muito esse risco, como história de traumatismo craniano importante, epilepsia, tumor no SNC, abstinência de álcool ou benzodiazepínicos, entre outros. Em prova, quando aparece algo ligado a lesão cerebral prévia, acenda a luz amarela. No caso do enunciado, a comorbidade que contraindica o uso é o histórico de traumatismo craniano, porque ele aumenta a chance de convulsões com bupropiona. As demais alternativas não são contraindicações clássicas para esse fármaco. Resumo de bolso: bupropiona para parar de fumar é útil, mas não gosta de convulsão. Se a história sugere maior risco convulsivo, melhor escolher outra estratégia.