Os antidepressivos tricíclicos devem ser evitados nos pacientes com:
- A)enxaqueca;
Errada, porque enxaqueca não é contraindicação clássica dos tricíclicos, que inclusive podem ser usados em alguns casos de profilaxia.
- B)insônia;
Errada, porque insônia não impede o uso de tricíclicos; na prática, alguns deles podem até causar sedação.
- C)doença de Parkinson;
Errada, porque doença de Parkinson não é a contraindicação clássica mais cobrada nesta questão, embora o efeito anticolinérgico exija cautela em alguns pacientes.
- D)hipertrofia prostática benigna;
Certa, porque a hipertrofia prostática benigna aumenta o risco de retenção urinária, e os tricíclicos pioram esse efeito por ação anticolinérgica.
- E)adenoma hipofisário.
Errada, porque adenoma hipofisário não é contraindicação típica dos antidepressivos tricíclicos.
Gabarito: D
Os antidepressivos tricíclicos, como amitriptilina e imipramina, são remédios antigos, mas ainda caem em prova porque têm um perfil de efeitos adversos bem marcante. O ponto-chave é que eles bloqueiam receptores muscarínicos, alfa-adrenérgicos e histamínicos, o que explica boca seca, constipação, sedação e retenção urinária. Por causa desse efeito anticolinérgico, esses fármacos devem ser evitados em pacientes com hipertrofia prostática benigna. Nessa situação, a bexiga já encontra resistência para esvaziar, e o tricíclico pode piorar o quadro, aumentando o risco de retenção urinária aguda. Então o gabarito é a letra D. Em prova, pense assim: se o paciente tem próstata aumentada, glaucoma de ângulo fechado, arritmias importantes ou risco de overdose, os tricíclicos costumam ser má ideia. As outras alternativas até podem lembrar usos de outros antidepressivos ou condições associadas ao tratamento psiquiátrico, mas não representam a contraindicação clássica cobrada aqui. A banca gosta de testar justamente esse raciocínio dos efeitos anticolinérgicos do tricíclico.