Assinale a opção que apresenta o achado que sugere, em paciente esquizofrênico fazendo uso regular de antipsicótico, a presença de Síndrome Neuroléptica Maligna.
- A)Aumento de cortisol sérico.
Errada: aumento de cortisol sérico não é achado típico da síndrome neuroléptica maligna.
- B)Aumento de CPK.
Certa: a elevação de CPK sugere lesão muscular/rabdomiólise, muito associada à síndrome neuroléptica maligna.
- C)Aumento de prolactina.
Errada: aumento de prolactina pode ocorrer com antipsicóticos, mas não aponta especificamente para síndrome neuroléptica maligna.
- D)Aumento do ferro sérico.
Errada: o ferro sérico costuma estar reduzido em alguns casos de síndrome neuroléptica maligna, não aumentado.
- E)Leucopenia.
Errada: leucopenia não é o achado clássico; o foco da síndrome é rigidez, hipertermia e marcadores de lesão muscular.
Gabarito: B
A síndrome neuroléptica maligna é uma urgência psiquiátrica e clínica, que pode aparecer em paciente em uso de antipsicótico, especialmente quando há rigidez muscular importante, febre, alteração do estado mental e instabilidade autonômica. Na prática, pense nela como aquele quadro em que o corpo "entra em pane" após o bloqueio dopaminérgico. O exame laboratorial costuma mostrar lesão muscular, e o marcador mais cobrado é a elevação da CPK, refletindo rabdomiólise. Por isso, o achado que mais sugere essa síndrome é o aumento de CPK. Quando o músculo sofre, a creatinofosfoquinase sobe, às vezes bastante, ajudando a reforçar a suspeita clínica. Não é um diagnóstico de laboratório isolado, mas esse dado costuma acender o alerta com força. As demais alternativas podem até aparecer em outros contextos psiquiátricos ou clínicos, mas não são o achado clássico da síndrome neuroléptica maligna. Em prova, a banca gosta de cobrar exatamente essa associação entre antipsicótico, rigidez, hipertermia e CPK elevada. É o tipo de questão em que o laboratório entra como coadjuvante, mas um coadjuvante bem convincente.