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Psiquiatria · FGV · 2021

Questão comentada de Psiquiatria

Mulher esquizofrênica, internada em uma clínica psiquiátrica, apresenta febre alta, leucocitose, instabilidade autonômica e rigidez muscular. O diagnóstico mais provável é:

Gabarito: E

A síndrome neuroléptica maligna é uma emergência psiquiátrica clássica e costuma aparecer em pacientes em uso de antipsicóticos, especialmente quando há aumento de dose, troca de medicamento ou sensibilidade maior ao bloqueio dopaminérgico. Ela se apresenta com a tríade que a banca adora cobrar: hipertermia, rigidez muscular importante e alteração do estado autonômico, frequentemente acompanhadas de leucocitose e elevação de creatinoquinase. Ou seja: febre alta + rigidez + instabilidade autonômica em uma paciente esquizofrênica internada faz o alarme disparar imediatamente. O ponto central é o contexto clínico. Uma mulher internada em clínica psiquiátrica tem grande chance de estar usando neurolépticos. Quando surge esse quadro sistêmico grave, a primeira hipótese deve ser síndrome neuroléptica maligna, porque ela pode evoluir rapidamente com rabdomiólise, insuficiência renal e risco de morte. O raciocínio é bem de prova: não é apenas febre, nem apenas rigidez, mas o conjunto todo com instabilidade autonômica. Na prática, o manejo envolve suspender o antipsicótico, dar suporte clínico intensivo e, em alguns casos, usar dantrolene, bromocriptina ou agonistas dopaminérgicos, conforme gravidade e protocolo do serviço. A FGV gosta muito de comparar esse quadro com outras síndromes tóxicas ou neurológicas para ver se você cai na armadilha do “parece, mas não é”. Então, por que a letra E está correta? Porque a descrição é praticamente um retrato da síndrome neuroléptica maligna: febre alta, leucocitose, instabilidade autonômica e rigidez muscular em paciente psiquiátrica internada. É o tipo de questão em que o enunciado não está sussurrando a resposta, ele está gritando.

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