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Psiquiatria · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Psiquiatria

Paciente com quadro de intoxicação por cocaína com hipertensão arterial e dor torácica. Descarta-se síndrome coronariana aguda. Qual o tratamento mais adequado?

Gabarito: D

Na intoxicação por cocaína, o problema central é a hiperestimulação simpática: o paciente fica agitado, taquicárdico, hipertenso e pode ter dor torácica. A primeira medida é sempre suporte clínico, com monitorização, controle da agitação e avaliação de complicações. Se houver dor no peito, a prioridade inicial é descartar síndrome coronariana aguda, porque cocaína pode causar vasoespasmo coronariano e até infarto. Depois que a síndrome coronariana aguda é descartada, o tratamento mais útil é acalmar o sistema nervoso simpático. Os benzodiazepínicos ajudam muito porque reduzem agitação, ansiedade e a descarga adrenérgica. Se a hipertensão ou a vasoconstrição persistirem, entra o bloqueio alfa-adrenérgico, como a fentolamina, que combate o excesso de efeito alfa da cocaína. O ponto clássico de prova é que betabloqueador isolado não é a melhor escolha nesse cenário. Em intoxicação por cocaína, bloquear apenas beta pode deixar o alfa “sem freio”, piorando a vasoconstrição e a hipertensão. Por isso, a banca costuma cobrar a ideia de benzodiazepínico associado a alfabloqueador quando o quadro exige tratamento medicamentoso além do suporte. Em resumo: suporte, benzodiazepínico para reduzir a descarga simpática e alfabloqueador para controlar a vasoconstrição e a pressão. É exatamente por isso que a alternativa D é a correta. A lógica é bem doutrinária e clássica em urgência toxicológica, com forte rejeição ao betabloqueio isolado nesse contexto.

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