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Psiquiatria · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Psiquiatria

Paciente, sexo masculino, 29 anos, apresenta quadro de TAB tipo II; episódio atual de depressão com características mistas. Em uso atual de lítio com litemia dentro do nível terapêutico. Considerando o caso clínico hipotético, qual medicação devese evitar?

Gabarito: D

No transtorno bipolar tipo II, a depressão pode vir com características mistas, ou seja, sintomas depressivos misturados com sinais de ativação, como irritabilidade, agitação, aceleração do pensamento ou redução da necessidade de sono. Nessa situação, o cuidado com antidepressivos é grande: eles podem piorar a instabilidade do humor e aumentar o risco de virada maníaca ou de piora dos sintomas mistos. Por isso, a venlafaxina deve ser evitada neste caso. Ela é um antidepressivo SNRI e, em pacientes com transtorno bipolar, especialmente quando há características mistas, pode favorecer switch afetivo e descompensação do humor, mesmo com lítio em faixa terapêutica. Em prova, isso costuma aparecer como uma armadilha clássica: tratar a fase depressiva como se fosse depressão unipolar. Já opções como quetiapina e lurasidona têm papel mais seguro e reconhecido no tratamento da depressão bipolar, e o ácido valproico é útil quando há instabilidade do humor, especialmente em quadros mistos. A olanzapina também pode ser usada em alguns contextos do transtorno bipolar, embora o perfil metabólico pese na decisão clínica. Resumo de prova: depressão bipolar com características mistas pede cautela com antidepressivo, principalmente os que têm maior risco de virada de humor. O gabarito é a venlafaxina porque ela é justamente a medicação que você deve evitar nesse cenário.

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