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Psiquiatria · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Psiquiatria

Paciente, sexo masculino, 56 anos, quadro de esquizofrenia desde os 20 anos. Apresenta obesidade e diabetes mellitus tipo II. Está sem fazer uso de medicação antipsicótica para o quadro; apresenta sintomas positivos. Histórico de SEP com uso de risperidona na dose de 1 mg. Qual a medicação mais indicada para o quadro?

Gabarito: A

Na esquizofrenia, a escolha do antipsicótico não depende só do controle dos sintomas positivos. Você precisa olhar o terreno do paciente: idade, risco metabólico, diabetes, obesidade, sedação e efeitos extrapiramidais. Em alguém com obesidade e diabetes tipo II, a ideia é fugir das medicações que pioram bastante peso e glicemia, porque isso pode transformar um tratamento psiquiátrico em um problema clínico extra. A lurasidona é uma opção muito boa nesse cenário porque tem perfil metabólico mais favorável, com menor ganho de peso e menor impacto sobre glicose e lipídios quando comparada a vários outros antipsicóticos. Além disso, é eficaz para sintomas positivos da esquizofrenia, o que atende ao quadro descrito no enunciado. Já olanzapina é famosa por ser eficiente, mas também por aumentar bastante peso e piorar parâmetros metabólicos. Em um paciente obeso e diabético, ela costuma ser uma escolha ruim, quase como colocar gasolina no incêndio. Quetiapina também pode causar sedação e ganho ponderal, e os típicos como haloperidol e clorpromazina podem trazer mais efeitos extrapiramidais e outros efeitos adversos, sem vantagem metabólica relevante. Portanto, o raciocínio é simples: esquizofrenia com sintomas positivos, mas com alto risco metabólico, pede um antipsicótico com menor impacto em peso e diabetes. Por isso, a alternativa correta é a lurasidona.

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