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Psiquiatria · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Psiquiatria

Paciente em uso de escitalopram devido a quadro de transtorno depressivo maior com boa resposta terapêutica; porém, com queixa de libido reduzida após introdução da medicação. Já apresentou convulsão febril na infância. Diante de uma troca, qual a medicação mais indicada para o quadro?

Gabarito: D

A questão testa a troca de antidepressivo quando o paciente responde bem ao escitalopram, mas fica com disfunção sexual. Isso é clássico com ISRS: eles funcionam, mas podem derrubar a libido, atrasar orgasmo e bagunçar a vida do paciente. Quando isso acontece, a estratégia costuma ser trocar por uma medicação com menor impacto sexual, em vez de insistir no mesmo remédio. Entre as opções, a vortioxetina é a melhor escolha porque tem perfil antidepressivo com menor taxa de efeitos sexuais em comparação aos ISRS tradicionais. Além disso, ela é usada justamente quando você quer manter controle do humor sem piorar tanto a função sexual. Na prática de prova, ela aparece como a alternativa mais moderna e mais “amiga” da libido. A bupropiona até seria uma candidata muito lembrada por também ter pouca disfunção sexual, mas o enunciado traz antecedente de convulsão febril na infância, o que faz a banca evitar essa opção por cautela com o risco convulsivante. Já sertralina e venlafaxina tendem a manter ou até piorar o problema sexual, e trazodona não é a melhor troca para esse objetivo aqui. Resumo de prova: paciente deprimido, respondeu ao escitalopram, mas teve efeito colateral sexual importante. Se a ideia é trocar por um antidepressivo com menor impacto na libido e sem abrir a porta para a preocupação com convulsão, a vortioxetina é a resposta mais adequada.

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