Paciente em uso de escitalopram devido a quadro de transtorno depressivo maior com boa resposta terapêutica; porém, com queixa de libido reduzida após introdução da medicação. Já apresentou convulsão febril na infância. Diante de uma troca, qual a medicação mais indicada para o quadro?
- A)Sertralina 50 mg.
Sertralina também é um ISRS e costuma manter a disfunção sexual, então não resolve o problema da troca.
- B)Trazodona 50 mg.
Trazodona pode até ter perfil sexual diferente, mas não é a melhor escolha de troca neste cenário e não é a opção mais cobrada para preservar libido.
- C)Venlafaxina 75 mg.
Venlafaxina, como IRSN, também pode causar disfunção sexual e não é a melhor alternativa quando esse é o efeito adverso principal.
- D)Vortioxetina 20 mg.
Vortioxetina é a melhor opção porque trata depressão com menor impacto sobre a função sexual em comparação aos ISRS.
- E)Bupropiona 150 mg.
Bupropiona é conhecida por pouca disfunção sexual, mas o antecedente convulsivo faz essa alternativa ficar menos segura na lógica da questão.
Gabarito: D
A questão testa a troca de antidepressivo quando o paciente responde bem ao escitalopram, mas fica com disfunção sexual. Isso é clássico com ISRS: eles funcionam, mas podem derrubar a libido, atrasar orgasmo e bagunçar a vida do paciente. Quando isso acontece, a estratégia costuma ser trocar por uma medicação com menor impacto sexual, em vez de insistir no mesmo remédio. Entre as opções, a vortioxetina é a melhor escolha porque tem perfil antidepressivo com menor taxa de efeitos sexuais em comparação aos ISRS tradicionais. Além disso, ela é usada justamente quando você quer manter controle do humor sem piorar tanto a função sexual. Na prática de prova, ela aparece como a alternativa mais moderna e mais “amiga” da libido. A bupropiona até seria uma candidata muito lembrada por também ter pouca disfunção sexual, mas o enunciado traz antecedente de convulsão febril na infância, o que faz a banca evitar essa opção por cautela com o risco convulsivante. Já sertralina e venlafaxina tendem a manter ou até piorar o problema sexual, e trazodona não é a melhor troca para esse objetivo aqui. Resumo de prova: paciente deprimido, respondeu ao escitalopram, mas teve efeito colateral sexual importante. Se a ideia é trocar por um antidepressivo com menor impacto na libido e sem abrir a porta para a preocupação com convulsão, a vortioxetina é a resposta mais adequada.