Os fármacos inibidores da colinesterase constituem as principais estratégias farmacológicas disponíveis para o tratamento da Doença de Alzheimer(DA). Seu uso se associa à melhoria da cognição global. Assinale, a seguir, o inibidor da colinesterase que possui aprovação para o tratamento de DA em estágio grave.
- A)Donepezila.
Correta: a donepezila é um inibidor da colinesterase com uso aprovado para Alzheimer em estagio grave.
- B)Memantina.
Errada: a memantina nao é inibidor da colinesterase, e sim antagonista NMDA, usada em demencia moderada a grave.
- C)Rivastigmina.
Errada: a rivastigmina é inibidor da colinesterase, mas sua indicaçao classica é para estagios leves a moderados.
- D)Galantamina.
Errada: a galantamina também é inibidor da colinesterase, porém nao é a resposta esperada para Alzheimer grave.
Gabarito: A
Na Doença de Alzheimer, os inibidores da colinesterase são usados para melhorar sintomas cognitivos e funcionais, mas eles nao param a doença. Os principais da classe sao donepezila, rivastigmina e galantamina, e a pegadinha da prova costuma ser misturar esses nomes com a indicaçao de gravidade do quadro. O ponto-chave aqui é saber qual deles tem aprovaçao para Alzheimer em estagio grave. A donepezila é a mais lembrada nessa situaçao, porque pode ser usada desde os estagios leves ate os graves. Por isso, quando a banca fala em DA grave e pede um inibidor da colinesterase, a resposta esperada é donepezila. Já a memantina nao entra nessa classe: ela é um antagonista de receptor NMDA, indicada sobretudo em quadros moderados a graves. Ou seja, ela até aparece no tratamento da demencia, mas por mecanismo e classe diferentes. Rivastigmina e galantamina também sao inibidores da colinesterase, porém sao classicamente associadas aos quadros leves a moderados. Resumo de prova: se a questao falar em inibidor da colinesterase e Alzheimer grave, pense na donepezila. É o tipo de detalhe que a banca adora cobrar com cara de inocente, mas com vontade de confundir.