São considerados fatores de risco para recorrência de episódio depressivo, EXCETO:
- A)Sintomas residuais.
Certa, porque sintomas residuais indicam remissão incompleta e aumentam o risco de recaída ou recorrência depressiva.
- B)Histórico familiar para transtorno de humor.
Certa, porque histórico familiar de transtorno de humor sugere maior vulnerabilidade e risco de novos episódios.
- C)Uso de mais de uma medicação para remissão dos sintomas.
Errada, porque o uso de mais de uma medicação não é, por si só, fator clássico de risco para recorrência do episódio depressivo.
- D)Comorbidades (como: transtornos ansiosos e por uso de substâncias).
Certa, porque comorbidades como ansiedade e uso de substâncias pioram a evolução e aumentam a chance de recorrência.
Gabarito: C
Na depressão, a preocupação não é só tratar o episódio atual, mas também reduzir a chance de ele voltar. Por isso, alguns achados funcionam como alertas de recorrência: sintomas residuais, história familiar de transtorno do humor e comorbidades psiquiátricas, como ansiedade e uso de substâncias, aumentam bastante esse risco. Em outras palavras, se o quadro não “zera” direito ou vem acompanhado de outros problemas, a chance de novo episódio sobe. Sintomas residuais são especialmente importantes porque mostram que a remissão foi incompleta. A pessoa até melhora, mas permanece com queixas leves, e isso costuma ser terreno fértil para recaída ou recorrência. Já o histórico familiar aponta para maior vulnerabilidade biológica e clínica, algo bem valorizado na psiquiatria. As comorbidades também pesam: transtornos ansiosos e uso de substâncias costumam piorar evolução, adesão e estabilidade do humor. A banca gosta desse tipo de associação porque ela é bem cobrada em psicopatologia: quanto mais complexidade clínica, maior a chance de o quadro reaparecer. O gabarito é a letra C porque usar mais de uma medicação para remissão dos sintomas não é fator de risco para recorrência por si só. Esse dado, isoladamente, fala mais sobre estratégia terapêutica e gravidade do tratamento do que sobre maior probabilidade de novo episódio. Ou seja: polifarmácia não é sinônimo automático de pior prognóstico nesse ponto da questão.