Entre os antipsicóticos relacionados a seguir, assinale o que possui maior chance de aumento da prolactina.
- A)Clozapina.
Errada, porque a clozapina tem baixo risco de elevar prolactina e costuma ser lembrada por esse perfil mais favorável.
- B)Aripiprazol.
Errada, porque o aripiprazol geralmente não aumenta prolactina e pode até reduzi-la por seu efeito agonista parcial D2.
- C)Risperidona.
Certa, porque a risperidona é um dos antipsicóticos mais associados à hiperprolactinemia por forte bloqueio D2.
- D)Clorpromazina.
Errada, porque a clorpromazina pode aumentar prolactina, mas não é a opção mais lembrada como a de maior risco entre as alternativas apresentadas.
Gabarito: C
Quando a questão fala em aumento de prolactina, o raciocínio clássico é olhar o bloqueio dopaminérgico na via tuberoinfundibular. A dopamina, nesse circuito, funciona como freio da prolactina. Se o antipsicótico tira esse freio, a prolactina sobe e podem aparecer galactorreia, amenorreia, ginecomastia e disfunção sexual. Entre os antipsicóticos, a risperidona é uma das campeãs de hiperprolactinemia. Isso acontece porque ela bloqueia fortemente receptores D2, inclusive nessa via, e por isso costuma elevar prolactina mais do que vários outros antipsicóticos de uso comum. Em provas, quando aparecem opções como clozapina e aripiprazol, a tendência é desconfiar delas, porque não costumam ser as grandes vilãs desse efeito. A clorpromazina também pode aumentar prolactina, já que é um antipsicótico típico e faz bloqueio dopaminérgico, mas, em geral, a risperidona é lembrada como a que tem maior chance entre as alternativas dadas. O aripiprazol, por sua vez, é praticamente o oposto da armadilha: por ser agonista parcial de D2, tende a poupar ou até reduzir a prolactina. Então, o gabarito C está correto porque a risperidona é o antipsicótico da lista com maior associação com hiperprolactinemia. Em prova de psicofarmacologia, vale guardar essa associação como um atalho mental bem útil.