São consideradas possíveis combinações de medicamentos no tratamento do transtorno obsessivo compulsivo, EXCETO:
- A)ISRS + IRSN.
Errada, porque ISRS + IRSN não é uma combinação clássica nem recomendada como estratégia padrão no TOC, além de aumentar risco serotoninérgico sem ganho bem estabelecido.
- B)ISRS + clomipramina.
Certa, porque ISRS + clomipramina pode ser usada como potencialização em casos selecionados e refratários, com cautela pelos efeitos serotoninérgicos.
- C)ISRS + antipsicóticos atípicos.
Certa, porque ISRS + antipsicóticos atípicos é uma estratégia conhecida de reforço terapêutico no TOC, sobretudo quando há resposta parcial ou tiques associados.
- D)ISRS + agentes moduladores de glutamato.
Certa, porque ISRS + agentes moduladores de glutamato é uma possibilidade adjuvante em TOC refratário, embora não seja a primeira linha.
Gabarito: A
No transtorno obsessivo compulsivo (TOC), a base do tratamento medicamentoso costuma ser um ISRS em dose adequada e por tempo suficiente. Quando a resposta fica pela metade, a psiquiatria entra no modo “vamos potencializar”: pode-se associar clomipramina, alguns antipsicóticos atípicos ou até agentes moduladores de glutamato em casos selecionados. O objetivo é aumentar o efeito antiobsessivo sem sair atirando para todo lado. A clomipramina é um clássico do TOC, mas exige cuidado porque também aumenta a ação serotoninérgica. Já os antipsicóticos atípicos, como estratégia de reforço, aparecem mais em quadros refratários ou com tiques. Os moduladores de glutamato também podem ser usados como adjuvantes em situações específicas, embora não sejam a primeira escolha de rotina. O ponto da questão é que ISRS + IRSN não é uma combinação consagrada para TOC. Além de não ser uma associação clássica para esse transtorno, ela soma mecanismos serotoninérgicos sem trazer vantagem bem estabelecida, o que aumenta risco de efeitos adversos, inclusive síndrome serotoninérgica, sem benefício claro. Por isso, essa é a exceção da questão e o gabarito A. Em resumo: no TOC, pense em ISRS como base e em estratégias de potencialização bem conhecidas quando houver refratariedade. A banca gosta de testar justamente o que parece “faz sentido”, mas não é combinação tradicional nem recomendada como conduta padrão.