São considerados fatores de risco para discinesia tardia induzida por agentes dopaminérgicos, EXCETO:
- A)Sexo masculino.
Errada, porque sexo masculino não é fator clássico de risco para discinesia tardia, ao contrário do sexo feminino.
- B)Idade avançada.
Certa, pois idade avançada aumenta a vulnerabilidade para discinesia tardia induzida por bloqueio dopaminérgico.
- C)Transtornos de humor.
Certa, já que transtornos de humor aparecem entre os fatores associados ao maior risco de discinesia tardia.
- D)Manifestação precoce de parkinsonismo medicamentoso.
Certa, porque o parkinsonismo medicamentoso precoce pode sinalizar maior suscetibilidade a efeitos extrapiramidais tardios.
Gabarito: A
A discinesia tardia é um efeito adverso motor associado ao uso prolongado de fármacos que bloqueiam dopamina, especialmente antipsicóticos, e pode aparecer depois de meses ou anos de exposição. Ela costuma se manifestar com movimentos involuntários, sobretudo orofaciais, como caretas, protrusão da língua e mastigação “sem almoço”, para usar um jeito bem humano de descrever o problema. Os fatores de risco mais lembrados em prova incluem idade avançada, sexo feminino, transtornos de humor, uso prolongado ou em altas doses e, em alguns casos, aparecimento precoce de parkinsonismo medicamentoso. Isso acontece porque o sistema dopaminérgico fica mais vulnerável a longo prazo, e o cérebro vai “cobrando a conta” do bloqueio sustentado da dopamina. Na questão, o gabarito é a letra A porque sexo masculino não é fator de risco clássico para discinesia tardia. Pelo contrário, a literatura aponta com mais frequência o sexo feminino como fator associado, especialmente em pacientes mais velhos e com maior tempo de exposição ao agente dopaminérgico. Em resumo: quando a banca citar discinesia tardia, pense em paciente com uso crônico de antipsicótico, mais velho, frequentemente do sexo feminino e com comorbidade psiquiátrica afetiva. Aqui, a alternativa errada é justamente a que inverte esse perfil e coloca o sexo masculino como risco.