A catatonia não é um diagnóstico etiológico, trata-se de uma síndrome clínica comum em pacientes psiquiátricos internados. São consideradas características da catatonia, EXCETO:
- A)Agitação.
Certa, porque a agitação pode fazer parte do quadro catatônico, especialmente na forma excitada.
- B)Maneirismo.
Certa, porque maneirismos são alterações motoras típicas e podem aparecer na catatonia.
- C)Negativismo.
Certa, porque negativismo é uma característica clássica da catatonia.
- D)Roda denteada.
Errada, porque roda denteada é sinal extrapiramidal de parkinsonismo, não característica de catatonia.
Gabarito: D
A catatonia é uma síndrome psicomotora, e não um diagnóstico etiológico, ou seja, ela aparece em vários quadros diferentes, como transtornos do humor, esquizofrenia, doenças neurológicas e até condições clínicas gerais. Na prática, ela pode se manifestar com estupor, mutismo, flexibilidade cérea, negativismo, ecolalia, ecopraxia, posturas estranhas, maneirismos e também agitação sem propósito aparente. É aquela cena em que o comportamento do paciente parece “desconectado”, como se o movimento tivesse perdido a lógica habitual. Por isso, entre as opções, agitação, maneirismo e negativismo combinam com catatonia. A agitação catatônica pode ocorrer de forma imprevisível e sem objetivo claro, o maneirismo corresponde a movimentos exagerados ou caricatos, e o negativismo é a resistência sem motivo claro a comandos ou tentativas de ajuda. Em prova, vale lembrar que a catatonia é um conjunto de sinais motores e comportamentais, não um rótulo da causa. O item D está correto como exceção porque roda denteada é um sinal neurológico extrapiramidal, típico de parkinsonismo ou efeito colateral de antipsicóticos, e não uma característica da catatonia. Ou seja, a banca misturou um achado motor com outro, mas eles não são a mesma coisa. Como base doutrinária, a descrição clássica da catatonia aparece em manuais como o DSM-5-TR, que a trata como um especificador/síndrome observável em diferentes transtornos. Em prova, sempre desconfie quando aparecer um sinal extrapiramidal para tentar “entrar” no quadro catatônico.