São consideradas indicações de eletroconvulsoterapia na depressão, EXCETO:
- A)Gravidez.
Certa, porque a gravidez é uma indicação clássica de ECT quando há depressão grave e necessidade de tratamento eficaz com menor exposição medicamentosa.
- B)Risco importante de suicídio.
Certa, porque risco importante de suicídio é uma das indicações mais tradicionais de ECT pela necessidade de resposta rápida.
- C)Comorbidades clínicas descompensadas.
Errada, porque comorbidades clínicas descompensadas não são indicação de ECT; elas aumentam o risco e exigem estabilização e avaliação antes do procedimento.
- D)Depressão com características psicóticas.
Certa, porque depressão com características psicóticas costuma responder bem à ECT e é indicação clássica do método.
Gabarito: C
A eletroconvulsoterapia (ECT) é uma opção muito útil na depressão grave, especialmente quando há necessidade de resposta rápida ou quando os remédios não são a melhor saída. Ela não é "último recurso" por definição, e sim uma ferramenta potente para situações clínicas bem selecionadas. Na prática, costuma entrar em cena quando há risco importante, sofrimento intenso ou quadros mais graves e refratários. Entre as indicações clássicas, estão a depressão com risco importante de suicídio, a depressão com sintomas psicóticos e a gestação, porque nesses contextos a ECT pode ser eficaz e, muitas vezes, mais segura do que manter fármacos potencialmente problemáticos. Em outras palavras: quando a urgência é grande ou o cenário limita o uso de medicação, a ECT ganha força. Já as comorbidades clínicas descompensadas não são indicação de ECT; pelo contrário, elas pedem cautela. Se o quadro clínico estiver instável, o procedimento pode ter risco aumentado e exige avaliação prévia, correção da descompensação e preparo anestésico. Então, se a alternativa diz que isso é indicação, ela escorrega na casca de banana. Por isso, o gabarito é a letra C. A questão cobra o básico que cai muito em Psiquiatria: ECT é indicada em depressão grave, psicótica, com risco de suicídio e também na gestação, mas não porque a condição clínica esteja descompensada.