A respeito de transtornos do sono, assinale a opção correta.
- A)A síndrome de Kleine-Levin caracteriza-se classicamente por episódios de hipersonia, perda de apetite e alterações comportamentais.
Certa: a síndrome de Kleine-Levin cursa classicamente com episódios de hipersonia, hiperfagia ou alteração de apetite e mudanças comportamentais.
- B)Em paciente com diagnóstico de depressão, a alteração de sono mais típica é o terror noturno.
Errada: na depressão, a alteração do sono mais típica é insônia terminal ou despertar precoce, não terror noturno.
- C)O sonambulismo ocorre mais frequentemente em adultos.
Errada: o sonambulismo é mais comum na infância, não em adultos.
- D)Medicamentos hipnótico-sedativos mais modernos, como o zolpidem, não causam dependência.
Errada: zolpidem também pode causar dependência, tolerância e fenômenos complexos do sono em alguns pacientes.
- E)A narcolepsia é usualmente tratada com anfetaminas e metilfenidato.
Certa: a narcolepsia é tratada habitualmente com estimulantes do SNC, como anfetaminas e metilfenidato, para reduzir a sonolência diurna.
Gabarito: E
Os transtornos do sono cobram, com frequência, duas coisas básicas: reconhecer o quadro e não confundir parasomnias com distúrbios de sonolência excessiva. A narcolepsia é um exemplo clássico de excesso de sonolência diurna, podendo vir com cataplexia, alucinações hipnagógicas e paralisia do sono. Na prática, o tratamento costuma incluir estimulantes do SNC para reduzir a sonolência, como anfetaminas e metilfenidato, além de outras opções conforme o caso clínico. É aí que o item E fica correto: a base terapêutica tradicional da narcolepsia envolve fármacos estimulantes, justamente para manter o paciente desperto durante o dia. Em provas, a banca gosta dessa associação direta entre doença e tratamento, então vale guardar: narcolepsia não é tratada com hipnótico, e sim com remédios que “acordam” o sistema nervoso. As demais alternativas misturam conceitos. Algumas descrevem parasomnias da infância, outras falam de insônia ou de efeitos de medicamentos com um excesso de confiança que o conteúdo clínico não sustenta. Em psiquiatria, especialmente em sono, a banca costuma explorar esses detalhes para ver se você sabe diferenciar episódios, faixa etária e efeito adverso. Não basta dormir - tem que saber quem está dormindo e por quê.