Considerando-se o mecanismo neurobiológico da esquizofrenia, os efeitos colaterais motores dos antipsicóticos situam-se nos circuitos dopaminérgicos denominados
- A)infundibulares.
Errada: a via tuberoinfundibular (ou infundibular) se relaciona mais com prolactina e efeitos endócrinos, não com os efeitos motores.
- B)mesolímbicos.
Errada: a via mesolímbica está ligada principalmente aos sintomas positivos da esquizofrenia, e não aos efeitos extrapiramidais.
- C)nigroestriatal.
Certa: a via nigroestriatal é a responsável pelos efeitos motores/extrapiramidais dos antipsicóticos quando há bloqueio dopaminérgico.
- D)corticoespinhais.
Errada: o trato corticoespinhal é uma via motora somática do sistema nervoso central, não um circuito dopaminérgico da esquizofrenia.
- E)mesocorticais.
Errada: a via mesocortical se relaciona mais com sintomas negativos e cognitivos, não com os efeitos motores dos antipsicóticos.
Gabarito: C
Na esquizofrenia, o tema clássico da fisiopatologia envolve os circuitos dopaminérgicos do cérebro, e isso cai muito em prova porque cada via está ligada a um tipo de sintoma ou efeito adverso. A via mesolímbica costuma ser lembrada pelos sintomas positivos da doença, como delírios e alucinações. Já a via mesocortical se relaciona mais com sintomas negativos e prejuízo cognitivo, enquanto a via nigroestriatal tem a ver com movimento. É aí que mora a cobrança da banca: quando os antipsicóticos bloqueiam dopamina nessa via, podem aparecer efeitos colaterais extrapiramidais, como parkinsonismo, distonia, acatisia e discinesia tardia. Por isso o gabarito é a alternativa C: os efeitos motores dos antipsicóticos se situam no circuito dopaminérgico nigroestriatal.