A causa mais comum de hiperprolactinemia em paciente psiquiátrica é
- A)medicação neuroléptica.
Certa: neurolépticos bloqueiam D2 e retiram a inibição da prolactina, sendo causa muito comum em psiquiatria.
- B)gravidez.
Errada: gravidez pode elevar a prolactina, mas não é a causa típica cobrada no contexto psiquiátrico.
- C)contraceptivos orais.
Errada: contraceptivos orais não são a causa mais comum de hiperprolactinemia em paciente psiquiátrica.
- D)hipotireoidismo.
Errada: hipotireoidismo pode cursar com hiperprolactinemia, mas não é a causa mais comum nesse cenário.
- E)cirrose.
Errada: cirrose pode alterar metabolismo hormonal, porém não é a principal causa em psiquiatria.
Gabarito: A
Hiperprolactinemia é aumento da prolactina, hormônio ligado principalmente à lactação. Na prática psiquiátrica, a causa mais comum costuma ser o uso de medicação neuroléptica, porque esses fármacos bloqueiam receptores dopaminérgicos D2 e tiram o freio natural da prolactina. Resultado: a prolactina sobe e podem aparecer galactorreia, amenorreia, infertilidade e disfunção sexual. Em prova, pense assim: dopamina inibe prolactina. Se você bloqueia dopamina com antipsicótico, a prolactina tende a subir. Por isso, entre as alternativas, a medicação neuroléptica é a melhor resposta e é justamente o gabarito. As outras causas também existem, mas não são a mais comum no contexto psiquiátrico. Gravidez é uma causa fisiológica importante, porém não é a clássica resposta quando a banca fala de paciente psiquiátrica. O ponto da questão é lembrar o efeito adverso dos antipsicóticos, muito cobrado em farmacologia psiquiátrica. Na prática de concurso, essa associação é querida pela banca: antipsicótico, bloqueio dopaminérgico, prolactina alta. É um trio que aparece com frequência e vale decorar sem sofrimento.