A respeito dos tipos e das características da lubrificação limítrofe, é correto afirmar que
- A)a classificação de tipo 2 é a de alta pressão.
Errada, porque a classificação por tipo não corresponde, de forma geral, a "alta pressão" como afirmado.
- B)a classificação de tipo 4 é de baixa pressão e baixa temperatura.
Errada, pois a descrição de tipo 4 como baixa pressão e baixa temperatura não é a caracterização correta.
- C)o coeficiente de atrito na lubrificação limítrofe é maior que na lubrificação hidrodinâmica.
Certa, porque na lubrificação limítrofe há mais contato entre asperidades, elevando o coeficiente de atrito em comparação com a hidrodinâmica.
- D)a maior oleosidade deve-se normalmente à existência de moléculas apolares, que têm afinidade com o metal da superfície a ser lubrificada.
Errada, porque a maior oleosidade está ligada à capacidade de aderência/polaridade das moléculas no metal, e não à afinidade de moléculas apolares com a superfície.
- E)a classificação de tipo 1 é de elevada temperatura e alta pressão.
Errada, pois a associação do tipo 1 com elevada temperatura e alta pressão não corresponde à classificação apresentada.
Gabarito: C
Na lubrificação limítrofe, o filme de óleo é tão fino que as asperezas das superfícies quase se encostam, então o atrito e o desgaste ficam mais chatos do que na lubrificação hidrodinâmica. Aqui, a função do lubrificante não é só "escorregar" bonito: ele precisa aderir ao metal e formar uma película protetora, muitas vezes com aditivos que ajudam em condições severas de carga e temperatura. A lógica da questão está justamente nessa comparação. Na lubrificação hidrodinâmica, as superfícies ficam separadas por uma camada contínua de fluido, o que reduz muito o atrito. Já na limítrofe, essa separação não é completa, então o coeficiente de atrito tende a ser maior. É um cenário de contato mais próximo, como quem tenta evitar briga num corredor apertado. Por isso, o gabarito é a letra C: o coeficiente de atrito na lubrificação limítrofe é maior que na hidrodinâmica. Isso é ponto clássico de teoria de lubrificação em mecânica: quanto menor a espessura do filme e maior o contato entre as superfícies, maior o atrito relativo. Em provas, a banca gosta de cobrar exatamente essa diferença de regime. As demais alternativas misturam classificações e características de forma imprecisa. Em especial, a ideia de "oleosidade" se relaciona mais com a capacidade de adesão do lubrificante às superfícies, não com moléculas apolares tendo afinidade com o metal; em geral, o comportamento lubrificante depende de polaridade e interação com a superfície, não do jeito simplificado colocado nas assertivas.