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Mecânica de Autos · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Mecânica de Autos

A respeito dos tipos e das características da lubrificação limítrofe, é correto afirmar que

Gabarito: C

Na lubrificação limítrofe, o filme de óleo é tão fino que as asperezas das superfícies quase se encostam, então o atrito e o desgaste ficam mais chatos do que na lubrificação hidrodinâmica. Aqui, a função do lubrificante não é só "escorregar" bonito: ele precisa aderir ao metal e formar uma película protetora, muitas vezes com aditivos que ajudam em condições severas de carga e temperatura. A lógica da questão está justamente nessa comparação. Na lubrificação hidrodinâmica, as superfícies ficam separadas por uma camada contínua de fluido, o que reduz muito o atrito. Já na limítrofe, essa separação não é completa, então o coeficiente de atrito tende a ser maior. É um cenário de contato mais próximo, como quem tenta evitar briga num corredor apertado. Por isso, o gabarito é a letra C: o coeficiente de atrito na lubrificação limítrofe é maior que na hidrodinâmica. Isso é ponto clássico de teoria de lubrificação em mecânica: quanto menor a espessura do filme e maior o contato entre as superfícies, maior o atrito relativo. Em provas, a banca gosta de cobrar exatamente essa diferença de regime. As demais alternativas misturam classificações e características de forma imprecisa. Em especial, a ideia de "oleosidade" se relaciona mais com a capacidade de adesão do lubrificante às superfícies, não com moléculas apolares tendo afinidade com o metal; em geral, o comportamento lubrificante depende de polaridade e interação com a superfície, não do jeito simplificado colocado nas assertivas.

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