Em relação às diversas teorias de comércio internacional, analise os itens a seguir: I. Pelo Princípio das Vantagens Comparativas, cada país deve se especializar na produção de bens que é absolutamente mais eficiente, os quais serão exportados. II. Segundo a corrente estruturalista, o subdesenvolvimento é decorrente da forma como o país se estruturou e se inseriu no comércio internacional, baseando-se nas vantagens comparativas. III. O modelo de Heckscher-Olin assume que os países se diferenciam quanto à dotação relativa de fatores de produção, com os países exportando bens que utilizam intensivamente o fator de produção relativamente abundante no país. Está correto o que se apresenta em
- A)I, II e III.
Errada, porque o item I confunde vantagem comparativa com vantagem absoluta.
- B)I e II, apenas.
Errada, porque o item I está incorreto, embora o item II esteja correto.
- C)I e III, apenas.
Errada, porque o item I está incorreto; apenas o III está correto entre esses dois.
- D)II e III, apenas.
Certa, porque os itens II e III estão corretos e o item I está errado.
- E)III, apenas.
Errada, porque o item II também está correto, além do III.
Gabarito: D
A questão mistura três ideias clássicas do comércio internacional, e a chave aqui é não confundir vantagem comparativa com vantagem absoluta. No Princípio das Vantagens Comparativas, o país não precisa ser o mais eficiente em tudo, mas deve se especializar no bem em que tem menor custo de oportunidade. Ou seja, não é "produzir o que faz melhor de forma absoluta", e sim o que faz relativamente melhor. Na corrente estruturalista, a leitura é bem diferente da visão liberal tradicional: o subdesenvolvimento é explicado pela forma como os países periféricos se inserem na economia mundial, muitas vezes presos a uma pauta exportadora concentrada e a relações desiguais no comércio. Essa ideia aparece muito na tradição da CEPAL, com autores como Prebisch e Furtado, que criticam a dependência e a deterioração dos termos de troca. Já o modelo de Heckscher-Ohlin é mais técnico e clássico: os países diferem na dotação relativa de fatores de produção, como trabalho e capital, e tendem a exportar bens que usam intensivamente o fator que é relativamente abundante internamente. Se o país tem muito trabalho, tende a exportar bens intensivos em trabalho; se tem muito capital, exporta bens intensivos em capital. Por isso, o item I está errado, porque descreve vantagem absoluta, e não comparativa. Os itens II e III estão corretos, então o gabarito é D.