Considere os seguintes dados de uma economia hipotética (em R$ bilhões): Consumo das famílias = 100 Renda pessoal disponível = 300 Lucros retidos das empresas = 200 Depreciação = 100 Impostos indiretos = 100 Impostos diretos = 100 Subsídios do governo = 100 Transferências governamentais de benefícios sociais = 50 Gastos do governo = 50 Poupança externa é nula Os valores totais (em R$ bilhões) da poupança privada e do investimento são iguais, respectivamente, a:
- A)300 e 300;
Errada, porque 300 ignora os lucros retidos e a depreciação, que são essenciais para fechar a conta.
- B)300 e 500;
Errada, porque o investimento não chega a 500 se a poupança privada estiver subestimada, e aqui a primeira parte da alternativa também não fecha.
- C)500 e 500;
Certa, pois a poupança privada bruta é 500 e, com poupança pública e externa nulas, o investimento também é 500.
- D)500 e 600;
Errada, porque 600 superestima o investimento ao tratar indevidamente algum dos componentes, especialmente a depreciação ou o saldo do governo.
- E)700 e 800.
Errada, porque 700 e 800 não decorrem da identidade macroeconômica dada pelos dados do enunciado.
Gabarito: C
Nesta questão, o segredo é separar os blocos das contas nacionais: famílias, empresas, governo e setor externo. Em SCN, poupança não é só o que sobra da renda das famílias depois do consumo. Você também precisa lembrar dos lucros retidos das empresas e, quando a banca fala em valores totais, a depreciação costuma entrar para transformar poupança líquida em poupança bruta. Comece pelas famílias: poupança das famílias = renda pessoal disponível - consumo = 300 - 100 = 200. Depois, some os lucros retidos das empresas, que também ficam dentro do setor privado: 200 + 200 = 400. Até aqui você tem a poupança privada líquida. Agora vem a “camada FGV”: como há depreciação de 100, a poupança privada total pedida na forma bruta fica 400 + 100 = 500. Em outras palavras, a depreciação entra porque o enunciado pede os valores totais, e em macro isso normalmente significa magnitudes brutas, não líquidas. Para o investimento, use a identidade macroeconômica básica: investimento = poupança privada + poupança pública + poupança externa. O setor público fica com poupança zero, porque os recursos líquidos do governo empatam com os gastos informados, e a poupança externa é nula. Assim, o investimento também é 500. Por isso o gabarito é a alternativa C.