Um aumento da taxa de participação no mercado de trabalho gera, ceteris paribus,
- A)redução do salário de equilíbrio do mercado de trabalho.
Correta, porque um aumento da participação amplia a oferta de trabalho e, mantida a demanda, reduz o salário de equilíbrio.
- B)redução da população economicamente ativa.
Errada, porque a população economicamente ativa aumenta, e não diminui, quando mais pessoas passam a integrar a força de trabalho.
- C)aumento da taxa de desemprego.
Errada, porque a questão pede o efeito direto sobre o equilíbrio do mercado de trabalho, que é o salário; o desemprego não é a consequência mais imediata e necessária.
- D)aumento da informalidade.
Errada, porque informalidade depende de vários fatores institucionais e de ciclo econômico, não sendo o efeito ceteris paribus direto de maior participação.
- E)aumento da demanda por trabalho.
Errada, porque aumento da participação desloca a oferta de trabalho, não a demanda por trabalho.
Gabarito: A
A taxa de participação mede quantas pessoas estão na força de trabalho, isto é, ocupadas ou procurando emprego. Quando ela aumenta, mais gente entra no mercado querendo trabalhar, então a oferta de trabalho cresce. Em termos simples: aparece mais gente disputando as mesmas vagas, o que desloca a curva de oferta de trabalho para a direita. Com a demanda por trabalho mantida constante, esse aumento de oferta pressiona para baixo o salário de equilíbrio. É a lógica básica de oferta e demanda aplicada ao mercado de trabalho: mais oferta, menor preço do fator, que aqui é o salário. Por isso, o efeito direto de um aumento da participação, ceteris paribus, é a redução do salário de equilíbrio. Isso não significa necessariamente que todos ficarão empregados ou que a economia vai desabar. Significa apenas que, no novo ponto de equilíbrio, o salário tende a ser menor. O desemprego pode ou não mudar, dependendo de como a demanda por trabalho reage, mas essa não é a resposta mais direta da questão. Em macroeconomia, esse raciocínio é padrão: aumento da força de trabalho sem mudança equivalente na demanda costuma reduzir salários reais de equilíbrio. A FGV gosta justamente desse movimento “mais gente procurando vaga, salário cedendo” - simples, elegante e um pouco cruel.