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Macroeconomia · FGV · 2022

Questão comentada de Macroeconomia

Considere uma economia grande com mobilidade imperfeita de capital e sob regime de câmbio fixo. No caso de uma política monetária expansionista, geram-se nível de renda _____ e taxa de juros _____. No caso de uma política fiscal expansionista, geram-se nível de renda _____ e taxa de juros _____. As lacunas são corretamente preenchidas respectivamente por

Gabarito: C

Em câmbio fixo, a autoridade monetária não deixa a moeda desviar da paridade. Isso significa que o Banco Central vira, na prática, o “zelador” do câmbio: se houver pressão para a moeda se desvalorizar, ele vende reservas; se houver pressão para apreciar, ele compra divisas. Nesse arranjo, a política monetária perde muita força, porque a oferta de moeda acaba sendo ajustada para defender o câmbio. Na política monetária expansionista, o Banco Central tenta aumentar a base monetária. Só que, com câmbio fixo e mobilidade imperfeita de capital, a queda inicial da taxa de juros tende a gerar saída de capitais e pressão sobre o câmbio. Para manter a paridade, o Banco Central intervém, perde reservas e reabsorve moeda da economia. No fim das contas, a expansão monetária é neutralizada: renda constante e taxa de juros constante. Já a política fiscal expansionista funciona melhor nesse regime. Quando o governo aumenta gastos ou reduz impostos, a demanda agregada sobe e a curva IS se desloca para a direita. Como o câmbio é fixo, o ajuste externo ajuda a sustentar essa expansão, e o resultado é aumento da renda. A taxa de juros também sobe, porque a maior demanda por moeda e o novo equilíbrio no mercado de bens e financeiro pressionam os juros para cima. Por isso o gabarito é a letra C: monetária expansionista gera renda constante e juros constantes, enquanto fiscal expansionista gera renda maior e juros maior. Esse é o clássico da macro aberta: sob câmbio fixo, a política monetária fica amarrada, e a fiscal ganha protagonismo.

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