Considere as seguintes siglas: PIB = Produto Interno Bruto; PNB = Produto Nacional Bruto; PNL = Produto Nacional Líquido; PIL = Produto Interno Líquido; II = Impostos Indiretos; Subs = Subsídios; RLEE = Renda Líquida Enviada ao Exterior e RLRE = Renda Líquida Recebida do Exterior. Considere ainda os seguintes subscritos: pm = a preços de mercado e cf = a custo de fatores. O PNLpm pode ser calculado pela seguinte expressão:
- A)PIBpm + RLEE.
Errada: PIBpm sozinho não vira PNLpm, porque ainda faltam o ajuste com o exterior e a dedução da depreciação.
- B)PILcf + RLRE.
Errada: PILcf não é a base pedida e ainda troca preço de mercado por custo de fatores, além de usar RLRE de forma incorreta.
- C)PIBpm – RLEE – Depreciação.
Certa: PNLpm = PIBpm - RLEE - depreciação, que é exatamente a passagem de interno para nacional e de bruto para líquido.
- D)PNBpm - PILpm.
Errada: PNBpm - PILpm não representa a identidade do produto nacional líquido e mistura agregados que não se subtraem dessa forma.
- E)PIBpm – RLEE – Depreciação – II + Subs.
Errada: a fórmula inclui ajustes de impostos indiretos e subsídios sem necessidade aqui, e ainda não monta corretamente o PNLpm.
Gabarito: C
No Sistema de Contas Nacionais, o raciocínio costuma andar em duas pontes bem clássicas: a ponte entre o interno e o nacional, e a ponte entre o bruto e o líquido. A primeira é a renda enviada/recebida do exterior: o PNB = PIB - RLEE, porque você parte do que foi produzido dentro do país e ajusta pelo saldo de rendas com o resto do mundo. Se o país envia mais renda do que recebe, esse ajuste reduz o produto nacional. A segunda ponte é a depreciação, também chamada de consumo de capital fixo. Quando você tira a depreciação do produto bruto, chega ao produto líquido. Assim, PNL = PNB - depreciação. Juntando as duas relações, fica: PNLpm = PIBpm - RLEE - depreciação. É por isso que o gabarito é a letra C. A conta está exatamente na ordem certa: primeiro sai a renda líquida enviada ao exterior, depois sai a depreciação. Em provas da FGV, esse tipo de questão adora trocar o nome do agregado e misturar preço de mercado com custo de fatores para ver se voce cai na casca de banana. Se quiser memorizar sem sofrimento: bruto vira líquido subtraindo depreciação; interno vira nacional ajustando a renda com o exterior. Aqui não há necessidade de entrar em fundamento legal específico, porque o tema é contabilidade nacional e identidades macroeconômicas do SCN.