De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o mercado de trabalho brasileiro segue em trajetória favorável, apresentando algumas características como quedas contínuas da taxa de desocupação e expansão da ocupação, especialmente a formal. De acordo com as estatísticas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação dessazonalizada em julho de 2023 recuou pelo sexto mês consecutivo, atingindo seu menor patamar desde abril de 2015 e chegando ao percentual de
- A)1,3%.
Incorreta, porque 1,3% é um nível incompatível com a realidade da taxa de desocupação brasileira naquele período, sendo muito abaixo do observado na PNAD Contínua.
- B)7,6%.
Correta, pois a taxa de desocupação dessazonalizada em julho de 2023 foi de 7,6%, segundo a PNAD Contínua do IBGE.
- C)14,9%.
Incorreta, porque 14,9% lembra patamares de anos de desemprego bem mais alto, não o resultado de julho de 2023.
- D)20,0%.
Incorreta, porque 20,0% seria uma taxa extremamente elevada e distante do dado divulgado pelo IBGE para esse mês.
- E)26,5%.
Incorreta, porque 26,5% é um percentual muito acima da taxa de desocupação registrada e não corresponde à série do período.
Gabarito: B
A taxa de desocupação, na linguagem da macroeconomia e das estatísticas do IBGE, mede a parcela da força de trabalho que quer trabalhar, procura emprego, mas não consegue uma vaga. Quando essa taxa cai de forma contínua, o sinal é de um mercado de trabalho mais aquecido, com mais ocupação e menor ociosidade da mão de obra. No caso da PNAD Contínua, a desocupação dessazonalizada de julho de 2023 atingiu 7,6%, o menor nível desde abril de 2015. A palavra-chave aqui é "dessazonalizada": o IBGE retira efeitos sazonais para comparar melhor os meses, sem o sobe e desce típico de certas épocas do ano. Em termos práticos, o dado mostra que a recuperação do emprego vinha ganhando força, com destaque para a formalização, exatamente como o enunciado sugere.