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Macroeconomia · FGV · 2023

Questão comentada de Macroeconomia

A função “unidade de conta” da moeda fornece um padrão para que as demais mercadorias expressem seus valores. Se por um lado, numa economia monetária, em um sistema com “n” mercadorias há “n” preços, facilitando as comparações dos agentes econômicos e suas tomadas de decisões; em um sistema de trocas sem moeda, em cada transação determina-se o preço de uma mercadoria em relação à outra. Assim, para uma mesma mercadoria, o referencial de valor se alteraria em cada transação. Se tivéssemos “n” mercadorias nesse sistema econômico não-monetário, cada uma dessas mercadorias teria

Gabarito: B

A ideia central aqui é comparar moeda com escambo. Quando existe moeda, ela funciona como unidade de conta: cada mercadoria é expressa em um preço monetário, então com n mercadorias você tem n preços. Isso simplifica muito a vida do mercado, porque todo mundo passa a medir valores na mesma régua. No sistema de trocas sem moeda, o preço não aparece em reais, dólares ou qualquer unidade comum. Cada mercadoria precisa ser comparada diretamente com as outras. Assim, uma mercadoria pode ser trocada por todas as demais, exceto por ela mesma, o que gera n-1 expressões de valor para cada bem. Mas atenção para a contagem total do sistema: cada par de mercadorias gera apenas um preço relativo, porque trocar A por B é a mesma relação econômica que comparar B com A. Por isso, o total de preços distintos é n(n-1)/2, e não n(n-1). A banca gosta exatamente dessa armadilha de contagem. Logo, o gabarito B está correto porque, em uma economia não monetária com n mercadorias, cada mercadoria tem n-1 expressões de valor e o sistema como um todo possui n(n-1)/2 preços relativos.

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