No regime de bandas cambiais, o Banco Central atua:
- A)por meio da flutuação suja, com intervenções pontuais, visando reduzir a volatilidade do câmbio;
Errada, porque descreve flutuação suja, em que o Banco Central intervém pontualmente, mas sem a existência de banda pré-fixada.
- B)na compra e venda de reservas cambiais com o objetivos de se manter o preço da moeda nacional fixo em relação ao da estrangeira;
Errada, porque isso caracteriza câmbio fixo, com compromisso de manter a taxa em um valor ou patamar determinado.
- C)definindo limites superior e inferior para a taxa de câmbio e intervindo na cotação quando o câmbio atinge os limites;
Certa, porque nas bandas cambiais o Banco Central estabelece um limite inferior e um superior para o câmbio e intervém quando a taxa encosta nesses extremos.
- D)intervindo apenas como ofertante e demandante de divisas em função de suas necessidades;
Errada, porque a atuação do Banco Central como ofertante e demandante de divisas, conforme necessidade, não define bandas cambiais e é uma descrição genérica de intervenção no mercado cambial.
- E)para que os termos de troca alcancem metas definidas preliminarmente.
Errada, porque termos de troca não são meta operacional do regime cambial; a expressão foge do conceito de bandas cambiais.
Gabarito: C
No regime de bandas cambiais, o Banco Central não deixa a taxa de câmbio vagar livremente, mas também não prende o preço da moeda como no câmbio fixo puro. A ideia é simples: existe um corredor, com um piso e um teto para a cotação. Enquanto o câmbio fica dentro dessa faixa, o mercado trabalha com mais liberdade; quando encosta nos limites, o Banco Central entra para evitar que a moeda saia da banda. Isso faz das bandas cambiais um regime intermediário, entre o câmbio fixo e o flutuante. Você pode pensar nelas como uma cerca com dois portões: o câmbio passeia dentro do quintal, mas não pode fugir para a rua. Se tentar, o Banco Central atua comprando ou vendendo moeda estrangeira para conter o movimento. Por isso, a alternativa C está correta: no regime de bandas, o Banco Central define limites superior e inferior para a taxa de câmbio e intervém quando a cotação alcança esses limites. Essa é justamente a lógica do regime, muito cobrada em prova como uma forma de controle parcial da taxa de câmbio. As demais alternativas misturam conceitos de outros regimes. A banca FGV gosta bastante de cobrar essas diferenças finas: câmbio fixo, flutuação suja, bandas cambiais e câmbio administrado. Se você separar bem cada um, a questão fica bem mais tranquila.