A função “reserva de valor” da moeda é uma necessidade decorrente da função “meio de troca”, ainda que a moeda não seja o único ativo que possa desempenhar aquela função. Em muitos casos, justifica-se a manutenção da moeda como reserva de valor, pois ela
- A)costuma oferecer rendimentos ou outros serviços.
Errada, porque moeda geralmente não oferece rendimento próprio relevante, e isso não é a razão para mantê-la como reserva de valor.
- B)apresenta liquidez menor que a maioria dos outros ativos.
Errada, porque a moeda tem liquidez maior, e não menor, que a maioria dos ativos.
- C)não possui custos de conversão em meio de troca.
Certa, porque a moeda já está pronta para ser usada como meio de troca, evitando custos e etapas de conversão.
- D)não perde valor.
Errada, porque a moeda pode perder valor com a inflação e não há garantia de preservação do poder de compra.
- E)não possui liquidez absoluta.
Errada, porque a moeda é justamente o ativo de maior liquidez, muitas vezes tratada como liquidez absoluta.
Gabarito: C
A moeda cumpre algumas funções clássicas: meio de troca, unidade de conta e reserva de valor. Nesta questão, a banca está explorando a ideia de que guardar moeda faz sentido porque ela pode ser usada depois com facilidade, sem precisar virar outro ativo antes. Em outras palavras, a moeda é um ativo muito líquido, pronta para entrar na transação quando você precisar. A função de reserva de valor existe porque a pessoa pode transferir poder de compra para o futuro. Só que isso não é exclusivo da moeda: títulos, ações e até outros bens também podem guardar valor, cada um com suas vantagens e riscos. O ponto central é que a moeda se destaca por ser aceita imediatamente nas compras do dia a dia. Por isso, em muitos casos, manter moeda faz sentido porque ela não exige custos de conversão em meio de troca. Você não precisa vender um ativo, esperar liquidação, pagar corretagem ou correr o risco de o preço mudar no caminho. A moeda já está no formato certo para gastar. Esse é exatamente o raciocínio cobrado na alternativa C. Esse tema aparece na abordagem keynesiana da demanda por moeda, especialmente na preferência pela liquidez: as pessoas mantêm moeda não só para transações, mas também por segurança e conveniência. Então, quando a questão pergunta por que vale a pena guardar moeda como reserva de valor, a resposta está na facilidade de uso imediato, e não em rendimento, preço fixo ou mágica financeira.