De acordo com o Banco Central do Brasil (BCB), a inflação gera incertezas importantes na economia, desestimulando o investimento e, assim, prejudicando o crescimento econômico. Os preços relativos ficam distorcidos, gerando várias ineficiências na economia. As pessoas e as firmas perdem noção dos preços relativos e, assim, fica difícil avaliar se algo está barato ou caro. Dessa maneira a deflação é
- A)desejável, pois o BCB trabalha para que os preços declinem.
Errada: o BCB busca estabilidade da inflação, não queda contínua e generalizada dos preços.
- B)desejável, pois o BCB trabalha para manter a inflação baixa.
Errada: manter a inflação baixa é diferente de provocar deflação; inflação baixa e estável é o objetivo, não preços em queda.
- C)indiferente, pois um comerciante poderá ter lucro ou prejuízo amanhã pelo estoque que fez hoje.
Errada: a deflação não é indiferente, pois altera expectativas, consumo, investimento e pode afetar lucros e emprego.
- D)indesejável, pois as famílias e as empresas poderão adiantar suas decisões de consumo e investimento.
Errada: a deflação tende a adiar, e não adiantar, decisões de consumo e investimento, porque as pessoas esperam preços ainda menores.
- E)indesejável, pois preços em queda podem ser prejudiciais para o bom funcionamento da economia.
Certa: preços em queda podem indicar fraqueza da demanda e gerar distorções que prejudicam o funcionamento da economia.
Gabarito: E
A ideia central da questão é simples: inflação alta bagunça a economia, porque dificulta comparar preços, reduz previsibilidade e pode desestimular investimento. Quando os preços sobem de forma persistente, empresas e famílias têm mais dificuldade para planejar, e isso atrapalha o crescimento. Por isso, o Banco Central do Brasil atua para manter a inflação sob controle, e não para fazer os preços caírem continuamente. Agora vem o ponto-chave: deflação é queda generalizada e persistente do nível de preços. Em tese, parece bom pagar menos pelo mesmo produto, mas na prática isso costuma sinalizar fraqueza da demanda, aumento do desemprego e adiamento de consumo e investimento. Se o consumidor espera preços ainda menores amanhã, ele posterga compras; se a empresa espera vender menos ou obter menor receita, ela corta investimento. A economia, então, perde ritmo. É por isso que a deflação é considerada indesejável. Ela pode comprimir lucros, aumentar o peso real das dívidas e gerar um ciclo ruim de retração da atividade. O raciocínio do BCB segue a lógica de estabilidade de preços: inflação baixa e controlada é desejável, mas queda generalizada de preços não é sinal de saúde econômica. Então, o gabarito E está correto porque preços em queda podem prejudicar o bom funcionamento da economia, ao contrário do que muitos imaginam num primeiro impulso de consumidor feliz no caixa.