Considere os seguintes dados: • Impostos Diretos = 100 • Impostos Indiretos = 50 • Subsídios = 20 • Transferências = 10 • Consumo Pessoal = 200 • Poupança Pessoal = 20 Assim, a Renda Líquida do Governo e a Renda Total do país são, respectivamente, iguais a
- A)100 e 300.
Errada, porque subestima a renda líquida do governo e também não fecha a renda total com os dados dados.
- B)120 e 330.
Errada, porque a renda líquida do governo até pode parecer próxima, mas a renda total fica abaixo do valor correto.
- C)120 e 340.
Certa, pois 100 + 50 - 20 - 10 = 120 e 200 + 20 + 120 = 340.
- D)150 e 370.
Errada, porque a renda líquida do governo não chega a 150 e a soma final também não alcança 370.
- E)190 e 410.
Errada, porque inflaciona os dois resultados e não respeita a relação entre impostos, subsídios e transferências.
Gabarito: C
No Sistema de Contas Nacionais, a lógica é sempre olhar para os fluxos e separar o que entra no bolso do governo do que sai dele. A chamada Renda Líquida do Governo costuma ser apurada como impostos diretos + impostos indiretos - subsídios - transferências. Aqui, isso dá 100 + 50 - 20 - 10 = 120. Já a Renda Total do país, nessa leitura simplificada da questão, pode ser montada somando o consumo pessoal e a poupança pessoal, e depois acrescentando a renda líquida do governo. Afinal, se a renda das famílias virou consumo ou poupança, e o governo também ficou com sua parcela líquida, fechamos a conta do sistema. Então: 200 + 20 + 120 = 340. É por isso que a alternativa C está correta. A banca FGV gosta desse tipo de conta em que você precisa separar impostos, subsídios e transferências sem cair na tentação de somar tudo de qualquer jeito. Em resumo: primeiro acha-se a renda líquida do governo, depois fecha-se a renda total com consumo + poupança + governo. Se você lembrar dessa estrutura, a questão deixa de ser armadilha e vira continha de padaria.