Suponha uma economia com consumo autônomo igual a 100, propensão marginal a poupar de 10%, investimento fixo e igual a 200. O nível de renda de equilíbrio, a propensão marginal a consumir e o multiplicador de gasto serão iguais, respectivamente, a
- A)3.000, 0,9 e 10.
Correta, porque a renda de equilíbrio é 3.000, a PMC é 0,9 e o multiplicador é 10.
- B)1.000, 0,9 e 10.
Errada, porque embora a PMC e o multiplicador estejam corretos, a renda de equilíbrio não é 1.000.
- C)2.000, 0,1 e 90.
Errada, porque a renda e a PMC foram trocadas em valores incompatíveis com os dados do problema.
- D)3.000, 0,1 e 10.
Errada, porque a renda de equilíbrio não é 3.000 se a PMC for 0,1; além disso, a PMC está incorreta.
- E)1.000, 0,1 e 90.
Errada, porque tanto a renda de equilíbrio quanto o multiplicador estão errados, apesar da PMC estar certa.
Gabarito: A
Aqui a ideia é o modelo simples de determinação da renda: a produção de equilíbrio ocorre quando a renda gerada é igual ao gasto planejado. Se o consumo é C = 100 + 0,9Y, o investimento é fixo em 200, então a equação fica Y = 100 + 0,9Y + 200. Isolando a renda, você tem 0,1Y = 300, logo Y = 3.000. Simples assim: o consumo autônomo empurra a demanda para cima e, com investimento fixo, a renda se ajusta até fechar a conta. A propensão marginal a consumir (PMC) é o complemento da propensão marginal a poupar (PMS). Como a PMS é 10%, a PMC é 90%, ou 0,9. Isso é uma relação clássica da macro keynesiana: PMC + PMS = 1. Já o multiplicador de gasto, nesse modelo simples sem impostos e sem setor externo, é 1/PMS. Como a PMS é 0,1, o multiplicador vale 10. Em outras palavras, cada R$ 1 de gasto autônomo gera R$ 10 de renda ao final do ajuste. É o famoso efeito dominó da demanda agregada. Por isso, o gabarito A está correto: renda de equilíbrio igual a 3.000, PMC de 0,9 e multiplicador de 10. Nada de mistério, só álgebra keynesiana bem comportada.