O uso da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) pelo BNDES na concessão de empréstimos para fomentar a indústria nacional tinha o objetivo
- A)de possibilitar o alongamento de prazos no mercado financeiro.
Errada: alongar prazos é consequência do crédito de fomento, mas não resume o objetivo principal da TJLP.
- B)de depender principalmente da taxa de juros dos títulos da dívida externa.
Errada: a TJLP não dependia principalmente de títulos da dívida externa, e sim de uma taxa de referência doméstica definida para orientar o crédito de longo prazo.
- C)de replicar as taxas de juros de financiamentos de curto prazo, capital de giro e desconto de duplicatas das empresas.
Errada: a TJLP não foi criada para replicar juros de curto prazo, como capital de giro ou desconto de duplicatas.
- D)de conceder incentivo tributário para as empresas do setor, como forma de estimular seu crescimento.
Errada: a TJLP não era incentivo tributário; tratava-se de um mecanismo financeiro de custo mais baixo do empréstimo.
- E)de elevar a competitividade da indústria, através da concessão de subsídio financeiro.
Certa: a TJLP reduzia o custo do crédito do BNDES, funcionando como subsídio financeiro para estimular investimento e competitividade industrial.
Gabarito: E
A TJLP, usada historicamente pelo BNDES, era uma taxa de referência para financiamentos de longo prazo e geralmente ficava abaixo das taxas de mercado. Na prática, isso barateava o crédito para investimento produtivo, o que ajudava empresas a ampliar capacidade, modernizar máquinas e, em tese, ganhar competitividade. Ou seja, não era uma taxa “neutra”: ela funcionava como instrumento de política de desenvolvimento. No fundo, a ideia era reduzir o custo do capital para projetos de maior prazo de maturação, que o mercado privado costuma financiar com mais cautela por causa do risco e do prazo alongado. Por isso, o uso da TJLP implicava um subsídio financeiro embutido na operação, mesmo sem aparecer como um cheque explícito do governo. Esse desenho se conecta à atuação típica do BNDES como banco de fomento, voltado a estimular investimento e produção nacional. A própria lógica do crédito direcionado é essa: corrigir falhas de mercado no financiamento de longo prazo, especialmente em setores estratégicos. Assim, o gabarito é a letra E, porque a TJLP foi usada para tornar o financiamento mais barato e, com isso, elevar a competitividade da indústria por meio de subsídio financeiro.