Considerando o multiplicador monetário, não está correta a seguinte estática comparativa:
- A)um aumento do número de agências, facilitando depósitos, eleva o multiplicador monetário.
Certa, porque mais agências facilitam depósitos, reduzem o custo de transação e tendem a aumentar a criação de moeda bancária.
- B)uma redução do custo de realização de depósitos, facilitado pelo desenvolvimento de aplicativos, eleva o multiplicador da base monetária.
Certa, porque aplicativos barateiam e simplificam depósitos, elevando os depósitos no sistema e o multiplicador da base monetária.
- C)um aumento da relação entre reservas bancárias e depósitos à vista dos bancos comerciais reduz a razão entre meios de pagamento e base monetária.
Certa, porque maior relação reservas/dépositos significa menos capacidade de concessão de crédito e menor razão meios de pagamento/base monetária.
- D)um aumento da base monetária, mantido fixo o volume de moeda manual e escritural, reduz o multiplicador monetário.
Errada, porque se a base monetária aumenta e a quantidade de moeda manual e escritural fica fixa, o multiplicador não cai por definição; a relação entre agregados não se altera nesse sentido.
- E)uma corrida bancária, quando as pessoas passam a esperar um confisco, eleva o multiplicador monetário.
Errada, porque corrida bancária aumenta a preferência por moeda em espécie e reduz depósitos, o que diminui, e não eleva, o multiplicador monetário.
Gabarito: E
O multiplicador monetário mostra como a base monetária vira meios de pagamento na economia. Em termos simples, ele depende do quanto o público quer manter em espécie, do quanto os bancos mantêm em reservas e do comportamento de depósitos. Quando a população deposita mais e os bancos conseguem operar com menos vazamento de dinheiro fora do sistema, o multiplicador tende a subir. Se acontece o contrário, ele cai. A lógica é bem intuitiva: mais depósitos, menos papel-moeda parado na carteira e menos reservas ociosas significam que a mesma base monetária sustenta mais moeda escritural. Por isso, facilidades como mais agências ou aplicativos que barateiam depósitos tendem a aumentar o multiplicador. Já um aumento das reservas bancárias em relação aos depósitos reduz a capacidade de expansão do sistema bancário. A alternativa errada é a E. Uma corrida bancária, em que as pessoas correm para sacar depósitos e guardar moeda manual, faz exatamente o oposto de elevar o multiplicador. Ela aumenta a preferência por moeda em espécie, reduz os depósitos à vista e enfraquece a criação de moeda pelos bancos. Em vez de ampliar, isso comprime o multiplicador monetário. Esse raciocínio está alinhado com a formulação tradicional da teoria monetária e com os manuais de macroeconomia que tratam do multiplicador da base monetária: quando sobe a retenção de moeda pelo público ou a retenção de reservas pelos bancos, o multiplicador cai. Em prova, a FGV gosta de trocar sinais e te fazer achar que tudo que mexe com depósitos ajuda a expandir a moeda - mas corrida bancária é o clássico caso de contração.