Suponha que o Big-Mac nos EUA custe 5 dólares e que no Brasil custe 25 reais. Considerando que a taxa de câmbio seja de 6 reais por 1 dólar, a taxa de câmbio real será igual a
- A)30.
Errada, porque 30 é o resultado da conversão direta de 5 dólares para reais (6 x 5), mas ainda falta comparar com o preço brasileiro.
- B)6.
Errada, porque 6 é apenas a taxa de câmbio nominal, não a taxa de câmbio real.
- C)5.
Errada, porque 5 é o preço do Big Mac nos EUA em dólares, não o câmbio real.
- D)1,2.
Certa, pois a taxa de câmbio real é 6 x 5 / 25 = 1,2.
- E)0,83.
Errada, porque 0,83 é o inverso de 1,2 e aparece quando você troca a lógica da fórmula.
Gabarito: D
A taxa de câmbio real mostra o poder de compra relativo entre dois países, isto é, quantos bens estrangeiros você consegue trocar por bens nacionais. A fórmula mais usada é: câmbio real = câmbio nominal x nível de preços externo / nível de preços interno. Em linguagem de prova, é o jeito de comparar o Big Mac daqui com o de lá sem cair na armadilha de olhar só o dólar. Aqui, o Big Mac nos EUA custa 5 dólares e no Brasil custa 25 reais. A taxa de câmbio nominal é 6 reais por dólar. Então você faz: 6 x 5 / 25 = 30 / 25 = 1,2. Pronto: essa é a taxa de câmbio real. Interpretando o resultado, 1,2 significa que o preço do lanche no Brasil, convertido pela taxa de câmbio, fica um pouco acima do preço americano. É justamente esse tipo de comparação que a FGV adora cobrar com exemplos de paridade de poder de compra e índice Big Mac. A resposta correta é a alternativa D, porque aplica exatamente a relação entre preços internos, preços externos e taxa nominal. Se você inverter a ordem ou esquecer de dividir pelo preço brasileiro, o resultado desanda rapidinho.