A visão das correntes macroeconômicas novokeynesiana e novoclássica, apesar de algumas contraposições, coincide no aspecto relacionado a
- A)rigidez de salários.
Errada, porque a rigidez salarial é mais associada à abordagem novo-keynesiana e não é um ponto de consenso com os novo-clássicos.
- B)rigidez de preços.
Errada, porque rigidez de preços é típica da análise novo-keynesiana, enquanto os novo-clássicos enfatizam maior flexibilidade de preços.
- C)concorrência imperfeita.
Errada, porque a concorrência imperfeita é mais cara aos modelos novo-keynesianos, mas não é o aspecto de convergência entre as duas correntes.
- D)eficiência da intervenção do estado.
Errada, porque a eficiência da intervenção do Estado não é uma característica comum às duas visões; em geral, há mais cautela com intervenção ampla.
- E)equilíbrio de mercado no longo prazo.
Certa, porque ambas as correntes admitem que, no longo prazo, a economia tende ao equilíbrio de mercado.
Gabarito: E
As correntes novo-keynesiana e novo-clássica discordam em vários pontos, mas há uma ideia comum importante: no longo prazo, a economia tende a voltar ao seu nível de equilíbrio de mercado. Em outras palavras, os preços e os salários acabam se ajustando e as forças de oferta e demanda retomam o comando da festa. Na visão novo-clássica, esse resultado aparece com mais força, porque os agentes formam expectativas racionais e os mercados tendem a se ajustar rapidamente. Já os novo-keynesianos admitem mais rigidez no curto prazo, como preços e salários que demoram a reagir, mas isso não elimina a tendência de convergência no longo prazo. Por isso, o ponto de coincidência entre as duas correntes é a ideia de que, com o passar do tempo, o mercado caminha para o equilíbrio. O curto prazo pode ser turbulento, mas no longo prazo a economia não fica eternamente “desarrumada”. Então, o gabarito E está correto porque as duas escolas, apesar de divergirem sobre rigidezes e falhas de ajuste no curto prazo, aceitam a noção de equilíbrio de mercado no longo prazo como referência analítica.