A diferença entre o PIB a custo de fatores e o PIB a preços de mercado nos fornece
- A)os impostos diretos deduzidos dos subsídios.
Errada, porque impostos diretos não entram nessa diferença entre PIB a custo de fatores e PIB a preços de mercado.
- B)a depreciação deduzida dos impostos diretos.
Errada, porque depreciação não é o componente que explica a passagem entre custo de fatores e preços de mercado.
- C)os impostos indiretos deduzidos dos subsídios.
Certa, pois a diferença entre os dois conceitos é formada pelos impostos indiretos menos os subsídios.
- D)os subsídios deduzidos dos impostos indiretos.
Errada, porque inverte a lógica da relação: o ajuste correto é impostos menos subsídios, e não o contrário.
- E)a soma de salários, juros, lucros e aluguéis.
Errada, porque essa é a ótica da remuneração dos fatores de produção, não a diferença entre os dois conceitos de PIB.
Gabarito: C
No Sistema de Contas Nacionais, o PIB pode aparecer em duas “roupagens” principais: a preços de mercado e a custo de fatores. A ideia é simples: quando o governo cobra impostos indiretos sobre a produção e a venda, o preço pago na ponta fica maior. Quando há subsídios, acontece o contrário, porque eles funcionam como um desconto embutido no processo produtivo. Por isso, a diferença entre o PIB a preços de mercado e o PIB a custo de fatores é dada pelos impostos indiretos líquidos de subsídios. Em fórmula, fica assim: PIBpm = PIBcf + impostos indiretos - subsídios. Se você isolar a diferença entre os dois, ela corresponde exatamente a impostos indiretos menos subsídios. Na prática, pense no preço de mercado como o valor final que aparece na etiqueta do supermercado, já com o peso do Estado no meio do caminho. O custo de fatores, por outro lado, olha mais para a remuneração dos fatores produtivos, antes dessa camada tributária líquida. É uma forma clássica de separar o que vai para quem produziu do que vai para o governo. Então o gabarito é a letra C, porque a diferença entre PIB a custo de fatores e PIB a preços de mercado remete aos impostos indiretos deduzidos dos subsídios, exatamente como ensinam os manuais de macroeconomia e as contas nacionais do IBGE. A banca costuma cobrar essa identidade contábil com pouca margem para conversa fiada.