Suponha que a inflação no Brasil seja igual a 5% e que a inflação externa seja igual a 1%. Considerando a versão relativa da paridade do poder de compra e que essas variações são pequenas, para que a taxa real de câmbio se mantenha em equilíbrio e constante, a variação da taxa de câmbio nominal deve ser igual a
- A)– 5%
Errada, porque -5% indicaria apreciação nominal, mas o diferencial de inflação exige depreciação.
- B)– 4%.
Errada, pois -4% também aponta para apreciação nominal, quando o ajuste necessário é o oposto.
- C)4%.
Certa, porque 5% menos 1% resulta em 4%, que é a depreciação nominal necessária para manter o câmbio real constante.
- D)5%.
Errada, porque 5% ignora a inflação externa e superestima o ajuste necessário.
- E)6%.
Errada, porque 6% não corresponde ao diferencial entre as inflações informadas.
Gabarito: C
A paridade do poder de compra, na versão relativa, diz que a taxa de variação do câmbio nominal deve acompanhar o diferencial de inflação entre o país e o exterior. Em linguagem simples: se os preços sobem mais no Brasil do que lá fora, o real precisa se desvalorizar na mesma diferença para que o câmbio real fique parado no tempo. A fórmula usada é bem direta: variação do câmbio nominal = inflação doméstica - inflação externa. Aqui, 5% - 1% = 4%. Como estamos falando de pequenas variações e de manter o câmbio real constante, isso significa uma depreciação nominal de 4%. Então o gabarito é a alternativa C. A lógica econômica é que, sem esse ajuste nominal, os bens brasileiros ficariam relativamente mais caros ou mais baratos no exterior, alterando o câmbio real. Em prova, a FGV gosta muito dessa conta curta com cara de pegadinha, mas o raciocínio é só esse mesmo: diferencial de inflação manda no câmbio nominal pela PPP relativa.