Uma alteração nas aquisições ou alienações do capital social de empresas de não residentes (residentes) por residentes (não residentes) ou nos créditos concedidos pelas matrizes a suas filiais (ou vice-versa), afeta o saldo
- A)da Conta Capital.
Errada, porque a Conta Capital não registra compra e venda de participação societária nem créditos entre matriz e filial, e sim transferências de capital e ativos não financeiros não produzidos.
- B)da Conta Financeira, no subitem Investimento Direto.
Certa, porque aquisições de capital social e créditos entre matriz e filial são operações típicas de investimento direto na Conta Financeira.
- C)da Conta Financeira, no subitem Investimento em Carteira.
Errada, porque investimento em carteira envolve títulos e participações sem intenção de controle ou influência significativa, o que não é o caso descrito.
- D)da Conta Financeira, no subitem Investimento em Derivativos.
Errada, porque derivativos financeiros são contratos como swaps e opções, e não operações de capital social ou empréstimos intrafirma.
- E)da Conta Rendas, no subitem Renda de Investimentos.
Errada, porque a Conta Rendas registra o fluxo de rendimentos, como juros e dividendos, e não a operação patrimonial de aquisição ou concessão de crédito em si.
Gabarito: B
No Sistema de Contas Nacionais, o que importa aqui é separar bem as contas: a Conta Capital trata de transferências de capital e aquisição/alienação de ativos não financeiros não produzidos, enquanto a Conta Financeira registra as operações com ativos e passivos financeiros. Quando você vê compra, venda ou movimentação de participações societárias entre residentes e não residentes, o caminho é financeiro, não capital. A questão fala de aquisições ou alienações de capital social de empresas e também de créditos entre matrizes e filiais. Isso é típico de investimento direto, porque envolve relação duradoura e influência relevante sobre a gestão da empresa, como define o Manual de Balanço de Pagamentos e Posição Internacional de Investimento do FMI, adotado como referência pelo SCN e pelas estatísticas do Brasil. Então, se uma residente compra participação em empresa no exterior, ou um não residente compra participação em empresa no Brasil, o efeito aparece na Conta Financeira, no subitem Investimento Direto. O mesmo vale para empréstimos e créditos entre matriz e filial, que também entram nessa rubrica, porque fazem parte do vínculo direto entre as unidades institucionais. Em resumo: não é renda, não é derivativo, não é investimento em carteira. É investimento direto, aquele que costuma ter cheiro de controle, influência e relacionamento mais estável. Por isso o gabarito é a letra B.