O multiplicador bancário ou multiplicador monetário ou, ainda, “efeito multiplicador do crédito” corresponde à relação entre oferta de moeda e base monetária existente em determinado momento no sistema econômico. Traduz a capacidade dos bancos de ampliar a base monetária através do crédito. Na sua base de cálculo
- A)excluem-se os encaixes dos bancos comerciais junto à autoridade monetária.
Errada, porque os encaixes dos bancos comerciais junto à autoridade monetária fazem parte da lógica de reservas que limitam a expansão do crédito, não devem ser simplesmente excluídos como regra da base de cálculo.
- B)consideram-se os depósitos a prazo dos bancos comerciais junto à autoridade monetária.
Errada, porque depósitos a prazo no Banco Central não compõem essa definição clássica de base monetária nem do multiplicador bancário cobrada na questão.
- C)consideram-se os depósitos à vista e o papel moeda em poder público do sistema monetário analisado.
Certa, porque a composição clássica considerada para a oferta monetária imediata inclui depósitos à vista e papel moeda em poder do público.
- D)considera-se a base monetária que corresponde aos depósitos à vista mais os depósitos a prazo dos bancos comerciais junto à autoridade monetária.
Errada, porque mistura conceitos e trata depósitos à prazo dos bancos comerciais junto à autoridade monetária como se fossem a base monetária, o que não corresponde ao conceito usual.
- E)considera-se a base monetária que corresponde aos depósitos à vista mais os depósitos a prazo nos bancos comerciais junto à autoridade monetária mais os títulos públicos e privados negociados no mercado de capitais.
Errada, porque amplia indevidamente o conceito ao incluir títulos públicos e privados do mercado de capitais, que não integram a base monetária nem a fórmula do multiplicador bancário.
Gabarito: C
O multiplicador bancário mostra quanto a economia consegue transformar uma base monetária inicial em meio circulante mais amplo, graças à concessão de crédito pelos bancos. Em linguagem simples: o banco recebe depósitos, guarda uma parte como reserva e empresta o restante. Esse processo se repete e faz a moeda “girar” mais do que a base original. No Brasil, a base monetária costuma ser entendida a partir do papel moeda em poder do público e das reservas bancárias mantidas no Banco Central. Já a oferta de moeda em sentido mais amplo, especialmente o M1, inclui o papel moeda em poder do público e os depósitos à vista. É justamente essa composição que aparece na alternativa correta. Por isso, o gabarito é a letra C: ela traz os depósitos à vista e o papel moeda em poder do público, que são os elementos clássicos considerados na mensuração do agregado monetário mais imediato. É o tipo de detalhe que banca adora cobrar: troca a “base monetária” pela “oferta de moeda” e vê quem escorrega no tapete. Em doutrina de macroeconomia monetária, essa relação é estudada como um mecanismo de expansão da liquidez pelo sistema bancário, sempre condicionado às reservas obrigatórias, ao comportamento do público e à disposição dos bancos para emprestar.