Admita uma economia fechada e sem a presença de governo; considere, ainda, que a função consumo (C) do país é dada por C = 0,50y + 80 e sua renda conhecida de pleno emprego é igual a R$ 1.320,00. Assinale, a seguir, o valor do investimento (I) do país necessário para que a economia opere no equilíbrio de pleno emprego.
- A)380.
Errada, porque com Y = 1.320 o consumo é 740 e o investimento necessário fica acima de 380.
- B)480.
Errada, porque 480 ainda não completa a renda de pleno emprego depois de descontado o consumo.
- C)520.
Errada, porque o valor correto do investimento precisa fechar a identidade Y = C + I.
- D)540.
Errada, porque 540 fica abaixo do montante necessário para atingir o equilíbrio de pleno emprego.
- E)580.
Certa, pois I = 1.320 - (0,50 x 1.320 + 80) = 580.
Gabarito: E
Em uma economia fechada e sem governo, a conta é direta: o produto de equilíbrio é dado por Y = C + I. Sem exportações, sem impostos e sem gasto público para embaralhar o jogo, basta igualar a renda à soma do consumo e do investimento. É o tipo de questão que a banca adora porque parece simples, mas exige atenção ao básico bem feito. Aqui, a função consumo é C = 0,50Y + 80. Como a renda de pleno emprego é Y = 1.320, você substitui na função: C = 0,50 x 1.320 + 80 = 660 + 80 = 740. Ou seja, nessa renda, as famílias consomem R$ 740,00. Agora vem o fechamento da identidade: para a economia ficar exatamente em pleno emprego, o investimento precisa completar o restante da renda. Então, I = Y - C = 1.320 - 740 = 580. Pronto, sem mistério e sem sofrimento macroeconômico desnecessário. Logo, o valor do investimento necessário é R$ 580,00, que corresponde à alternativa E. Em termos de teoria, isso decorre da identidade macroeconômica básica da economia fechada sem governo, em que a demanda agregada é formada apenas por consumo e investimento.