A Portaria nº 529/2013 prioriza a prevenção de quedas como um dos Protocolos Básicos de Segurança do Paciente. Um paciente idoso internado para tratamento de anemia falciforme sofreu uma queda ao tentar alcançar seu medicamento no armário ao lado da cama. Após avaliação, constatou-se que a queda poderia ter sido evitada se houvesse acompanhamento mais próximo da equipe de saúde. A medida para evitar situações semelhantes seria:
- A)delegar à família do paciente a responsabilidade por monitorar suas atividades para prevenir quedas
Errada, porque a prevenção de quedas é responsabilidade da equipe e da instituição, não podendo ser delegada integralmente à família.
- B)implementar medidas de prevenção, como sinalização clara no ambiente, acesso facilitado aos medicamentos e orientação ao paciente
Errada como melhor resposta, pois traz medidas gerais de prevenção, mas não enfrenta o ponto central do caso, que é o acompanhamento mais próximo da equipe de saúde.
- C)orientar a equipe de enfermagem sobre a necessidade de monitorar pacientes com maior risco de quedas
Certa, porque reforça a necessidade de monitorar pacientes com maior risco de queda, exatamente a falha apontada no enunciado.
- D)solicitar que o paciente fique em repouso absoluto para evitar novos episódios, mesmo que não haja contraindicações clínicas
Errada, porque repouso absoluto sem indicação clínica é medida excessiva e não substitui a prevenção adequada nem a vigilância da equipe.
Gabarito: C
A Portaria nº 529/2013 instituiu o Programa Nacional de Segurança do Paciente e trouxe a prevenção de quedas como um dos Protocolos Básicos de Segurança do Paciente. Na prática, isso significa identificar o risco, vigiar mais de perto quem tem maior chance de cair e adotar medidas organizacionais para reduzir o perigo no ambiente hospitalar. No caso narrado, o paciente idoso caiu ao tentar pegar o medicamento sozinho, e a própria avaliação apontou que o evento poderia ter sido evitado com acompanhamento mais próximo da equipe. Então o foco da questão não está em jogar a responsabilidade para terceiros ou em impor restrições desnecessárias, mas em reforçar a atuação da enfermagem e da equipe multiprofissional no monitoramento de pacientes com risco aumentado. Por isso, a alternativa C é a melhor. Ela traduz justamente a medida mais alinhada ao protocolo: vigilância, identificação de risco e cuidado contínuo com pacientes mais vulneráveis, especialmente idosos e internados. Em prova, quando aparece queda em ambiente hospitalar, pense primeiro em avaliação de risco, supervisão e prevenção ativa, não em medidas punitivas ou improvisadas. As demais opções até tocam em pontos relacionados à segurança, mas ou transferem a responsabilidade de forma indevida, ou propõem soluções genéricas, ou exageram no controle do paciente. A banca costuma cobrar essa lógica: segurança do paciente é responsabilidade institucional e da equipe, com medidas planejadas e monitoradas.