A gestão hospitalar deve preocupar-se com os aspectos ambientais da sustentabilidade, atuando no sentido de minimizar os impactos do hospital no meio ambiente. Para isso, o gestor vale-se de ferramentas, métodos e outras iniciativas e, para medir os resultados, são levantados indicadores. Das opções apresentadas, assinale a que se enquadra como um indicador.
- A)A substituição de equipamentos por outros mais eficientes.
Errada, porque a substituição de equipamentos é uma ação de melhoria, e não um indicador de resultado ambiental.
- B)A diminuição do consumo de energia elétrica.
Certa, porque a diminuição do consumo de energia elétrica é uma medida mensurável que permite avaliar o desempenho ambiental do hospital.
- C)O aumento do trâmite de documentos por via digital.
Errada, porque aumentar o trâmite digital de documentos é uma iniciativa de gestão, não uma métrica de acompanhamento.
- D)A utilização de fontes de energia fotovoltaica.
Errada, porque a utilização de energia fotovoltaica é uma estratégia sustentável, mas não um indicador em si.
- E)A criação de programas de aperfeiçoamento profissional.
Errada, porque programas de aperfeiçoamento profissional são ações de capacitação, sem natureza de indicador ambiental.
Gabarito: B
Em sustentabilidade hospitalar, não basta fazer ações “bonitas” no papel: o gestor precisa medir resultados. E é aí que entram os indicadores, que são números ou medidas usadas para acompanhar se a ação realmente melhorou o desempenho ambiental do hospital. Em outras palavras, ferramenta e ação não são o indicador; indicador é o que mostra o efeito da ação. No enunciado, a questão pede justamente algo que se enquadre como indicador. “Diminuição do consumo de energia elétrica” é uma medida mensurável, porque pode ser acompanhada em kWh, conta de luz, consumo por setor ou por leito. Então, ela serve para avaliar o resultado de uma política ambiental do hospital e entra perfeitamente como indicador. As outras alternativas trazem iniciativas, meios ou estratégias de gestão ambiental, como trocar equipamentos, digitalizar documentos, usar energia fotovoltaica ou capacitar profissionais. Tudo isso é importante, mas é ação, não indicador. Indicador é a régua, não a obra. Na prática da gestão hospitalar sustentável, costuma-se trabalhar com indicadores como consumo de água, energia, geração de resíduos e uso de insumos. Essa lógica aparece em políticas de sustentabilidade e na gestão por desempenho: primeiro você implementa a ação, depois mede o resultado.