As principais estratégias da Política Nacional de Ciência e Tecnologia e Inovação em Saúde (PNCTIS) caracterizam-se por um conjunto de ações articuladas e interdependentes, que objetiva superar o atraso tecnológico, com o fim de atender às necessidades atuais e antecipar as necessidades futuras de saúde. Nesse sentido, não se configura como estratégia do PNCTIS
- A)a participação e fortalecimento do controle social.
Certa, pois a PNCTIS valoriza a participação social e o controle social como parte da definição das prioridades em saúde.
- B)o fortalecimento do Sistema Nacional de Inovação em Saúde.
Certa, porque o fortalecimento do Sistema Nacional de Inovação em Saúde é uma estratégia central para reduzir o atraso tecnológico.
- C)o desenvolvimento da agenda nacional de prioridades de pesquisa em saúde.
Certa, já que a agenda nacional de prioridades de pesquisa em saúde orienta os temas mais relevantes para o SUS.
- D)o aperfeiçoamento da capacidade reguladora do Estado.
Certa, porque a política prevê ampliar a capacidade reguladora do Estado para organizar e induzir inovação em saúde.
- E)a criação da rede internacional de avaliação em Economia da Saúde.
Errada, pois a criação de uma rede internacional de avaliação em Economia da Saúde não aparece como estratégia estruturante da PNCTIS.
Gabarito: E
A PNCTIS foi pensada para aproximar ciência, tecnologia e necessidades reais do SUS. A lógica é simples: não basta produzir conhecimento, ele precisa virar solução concreta para melhorar a atenção à saúde, reduzir dependência tecnológica e orientar prioridades de pesquisa. Por isso, a política trabalha com ações articuladas, como definição de prioridades, fortalecimento da inovação e apoio à regulação estatal. Entre as estratégias clássicas da PNCTIS estão a participação e o fortalecimento do controle social, o desenvolvimento da agenda nacional de prioridades de pesquisa em saúde, o fortalecimento do Sistema Nacional de Inovação em Saúde e o aperfeiçoamento da capacidade reguladora do Estado. Isso aparece na formulação da política e na ideia de integrar pesquisa, produção, inovação e necessidades sanitárias do país. A alternativa E foge do núcleo da PNCTIS porque fala em criar uma rede internacional de avaliação em Economia da Saúde, algo que não integra, como estratégia central, o desenho da política nacional de ciência e tecnologia em saúde. Pode até haver interfaces com avaliação econômica e cooperação internacional, mas isso não é listado como estratégia estruturante da PNCTIS. Em prova, pense assim: se a alternativa estiver bem “conectada” ao SUS, à inovação e às prioridades nacionais, ela tem cheiro de PNCTIS. Se trouxer um arranjo específico e deslocado, sem relação direta com as estratégias da política, desconfie. Aqui, o item que destoa é justamente o da rede internacional em اقتصادия/avaliação em saúde.